sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As velhas descerebradas e seus casacos de pele

Protesto contra uso de casacos de pele

Li na "Folha": mulheres pagam até 200 reais por mês para guardar casacos de pele em “geladeiras”. Na reportagem, uma perua desclassificada declara: “É horrível ir ao teatro e ficar do lado de uma mulher com um casaco de pele cheirando a naftalina”. Informa o dono da “geladeira de peles”: “Num casamento fino, você certamente verá mulheres de vestido cobrindo os ombros com pele. É elegante”. Para piorar, o repórter da "Folha", com o objetivo claro de validar o uso desse tipo de roupa, acrescenta: “Os animais são criados em fazendas especialmente com o fim de virarem casacos”.

Pois bem. Danem-se os bons modos! Sempre que leio esse tipo de reportagem, tenho vontade de cagar na cabeça dessa gente, de criar um grupo armado e invadir Campos do Jordão no inverno para fuzilar essas velhas descerebradas. Vamos nessa? Ou será que estou vendo muito filme de ação? Pode até ser. Mas me incomoda demais perceber que ainda existem pessoas que acham “fino” matar animais para transformá-los em casacos.

Outra coisa: não faz nenhuma diferença se esses animais são criados em cativeiro ou capturados da natureza. A crueldade é a mesma. O atraso mental é o mesmo. E ainda há quem admire imbecis como Anna Wintour e Karl Lagerfeld, defensores declarados do uso de casacos de pele.

Em entrevista para a revista "ffwMAG!", a stylist nova-iorquina Patti Wilson chamou a atenção para alguns casacos apresentados em uma das edições da SPFW: “Certos modelos me parecem muito pesados para o clima de vocês. Que exagero! Faz mesmo tanto frio por aqui?”. Não, Patti, o Brasil é um país de clima predominantemente tropical. Mas brasileiros adoram macaquear europeus. Acham “chique” se vestir como escandinavos num lugar onde o frio dificilmente fica abaixo dos 10o C. Daí o uso recorrente de casacos de pele por senhoras encarquilhadas.

No fim do ano, continua a reportagem da "Folha", as “geladeiras” veem uma debandada de peles. “É a época em que as mulheres viajam para aproveitar o inverno na Europa ou nos EUA”. Época em que o Hemisfério Norte é “invadido” por um bando de subdesenvolvidos que acha neve o maior barato – espécie de “artigo de luxo” reservado apenas para quem pode viajar para o exterior com sua coleção de visons, martas-zibelinas e chinchilas.

Em outro post – intitulado “Quando começa o século 21?” – listei coisas que precisam mudar ou desaparecer para que o novo século realmente comece. Acrescento o uso de casacos de pele como prática que deve ser eliminada para que possamos seguir em frente. Se preciso for, que sumam do mapa também as mulheres que se sentem “elegantes” debaixo da pele de animais mortos. São inúteis como pinguins de geladeira e fazê-las mudar de comportamento parece missão impossível. 

A burrice, às vezes, está no DNA.

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