sábado, 25 de setembro de 2010

Dance, Ronnie, dance! (Nancy Reagan)

Por Eduardo Logullo*

Nancy Reagan

De 1981 a 1989 o mundo ocidental esteve nas mãos do gagá Ronald Reagan, um ex-ator e ex-governador da Califórnia que chegou à presidência pelas forças sinistras do Partido Republicano, a podridão da extrema-direita norte-americana. Reagan era um panaca-narigudo-decrépito com jeito de cowboy que caiu do cavalo. Sua boca emitia grunhidos guturais, como um ralo de bidê entupido. Com tal figura patética no comando da Casa Branca, quem virou o centro das atenções? Sua mulher, Nancy Reagan. Ela, também ex-atriz de filmes B, nascera em Nova York com o nome de Anne Frances Robbins. Chique, esnobe, classista, antipática, distante, magra, determinada, presbiteriana, mandona, podre. Vestia-se com allure (existe um livro com paper dolls de seus trajes de gala), promovia recepções suntuosas e adorava realezas. Era amiga de Halston, Guy Laroche e Valentino. Sua primeira providência foi substituir toda a louça da Casa Branca, que ela considerou assaz cafono. Bailava em festas, rodopiando gowns geralmente vermelhos ou de um ombro só. Fez campanhas antidrogas nas TVs, repetindo o slogan “Just Say No”. Entretanto, em seus tempos de primeira-dama, nunca se cheirou tanto padê nos Estados Unidos. Muito pó passou pelos banheiros da Casa Branca, então frequentada por Andy Warhol, Keith Haring, Bianca Jagger e outros amigos do canudo. “Just Say No!”, sorria Nancy Reagan, a mulher que engoliu seu cowboy narigudo, um personagem que historicamente virou a mosca no cocô do cavalo do bandido.

Da série Engoli Meu Marido: Imelda Marcos | Tina Turner | Elizabeth Taylor | Nancy Reagan | Grace Kelly | Eva Perón | Madonna | Paris Hilton  

*Eduardo Logullo é jornalista e maluco.

Texto publicado originalmente na revista ffwMAG!

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