segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Festa na laje é tudo de bom

Churrasquinho de gato?

Fui na festa de aniversário de uma amiga querida. A festa foi na laje. E festa na laje – se você não for um fashionista metido à besta – é tudo de bom.
Foi a primeira vez que fui numa festa na laje. E me diverti.
Madame sabe que pobre não é de cerimônia. Chega e já vai ocupando espaço. Chega e já sai beijando e abraçando os outros convidados sem acanhamento.
Invasão de privacidade, pensei.
À certa altura, a cerveja acabou. Fizeram "vaquinha" e foram ao supermercado mais próximo comprar mais.
Festa na laje é confraternização. É ação entre manos e minas que estão ali apenas para celebrar. Beber até cair.
Pobre, ao contrário do rico, ri à toa, ri fácil, ri de si mesmo. E, por mais que as coisas não estejam lá essas coisas, basta botar o churrasco na brasa e Lady Gaga em volume máximo para abalar Guarulhos!
A festa foi lá. Ventava frio na laje. Mas laje é lugar onde ninguém liga pra nada.
Pode encher a boca de farofa. Ninguém liga.
Pode aparecer de bermuda e chinelo. Ninguém liga.
Pode rebolar o quadril. Ninguém liga.
Pode comer frango com as mãos e depois lamber os dedos. Ninguém liga.
Pode falar alto. Ninguém liga.  

Festa na laje é liberdade de expressão: ninguém "vigia" ninguém.

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Enquanto isso, no Terraço Daslu, os bacanas cochicham safadezas ao pé do ouvido soltando bafos de fígado de ganso – mais conhecido, entre os “cheirosos” que não soltam pum, como foie gras. Argh!

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