sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Macarrão instantâneo: o melhor amigo dos tristes

Sem macarrão instantâneo, o que seria dos solitários?

Sempre recorro ao macarrão instantâneo quando estou meio “caído”, desanimado, sem imaginação e com preguiça de desligar a TV ou me desconectar da internet. É pá-pum. Em três minutos, o macarrão está pronto – sem que eu tenha que fazer qualquer esforço para prepará-lo. Foi assim que eu cheguei à conclusão de que essa incrível invenção japonesa é bem mais que simples fast-food quebra-galho.

O macarrão instantâneo, na verdade, é o melhor amigo das pessoas tristes. É ele que aquece a alma dos melancólicos. Sem macarrão instantâneo, o que seria dos solitários?

Ninguém que esteja feliz come macarrão instantâneo. Quem está feliz e de bem com a vida vai para a cozinha e prepara alguma receita especial, com ingredientes saborosos que combinem com a felicidade que sente. Se não sabe cozinhar, escolhe um bom restaurante para degustar um bom prato. Quem está feliz não come para “matar a fome”, come para celebrar a vida. De preferência, muito bem acompanhado.

O macarrão instantâneo é dos solitários e dos tristes, daqueles que perderam a capacidade de “sorrir para a plateia”. Não duvide: há bastante gente assim no mundo. Mas poucos têm coragem de assumir. A maioria prefere se esconder em aulas de ioga ou sob a tarja preta de algum antidepressivo da moda. São pessoas que renegam o macarrão instantâneo. Mas quem pode garantir que não recorrem a ele quando a noite chega? É de madrugada, quando todos dormem e uma fome inesperada surge, que os infelizes, sozinhos, costumam remoer suas angústias.

No meu armário, tenho um grande estoque de macarrão instantâneo, de todos os sabores. É por precaução. Saber que ele está ali, bem ao meu alcance, faz eu dormir mais tranquilo. 

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