segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Para quem os blogueiros escrevem?

Escrevo para me defender

Em texto intitulado Escrevemos para nós mesmos (?), publicado no Digestivo Cultural, Rafael Rodrigues reclama de escritores que assumem atitude blasé: “não escrevo para ninguém, não penso nos leitores”. Rafael, ao contrário, quer que as pessoas leiam o que ele escreve: “Se escrevo, é porque, além de ter a necessidade de escrever, quero ser lido.”

Nós, blogueiros e tuiteiros, não somos escritores – pelo menos, a maioria não é. Mas escrevemos. Bem ou mal, escrevemos. E por que será que escrevemos tanto? Não posso falar pelos outros, mas, no meu caso, escrevo para me defender. Preciso domar minha ansiedade diariamente e escrever, descobri agora, é a melhor maneira de fazer isso. Ao escrever, mantenho meus “demônios” em banho-maria.

Outro motivo que me faz escrever e me fez criar este blog é a vaidade. Sim, todo blogueiro é vaidoso. Quer dividir o que pensa com o mundo. Quer que as pessoas saibam que ele existe. E, como Rafael Rodrigues, quer ser lido. Eu também. Por isso, divulgo meus textos no Twitter e no Facebook e aguardo ansioso que alguém comente o que escrevi – o que é muito raro de acontecer quando você é um blogueiro anônimo e desinteressante. Em três semanas que O Idiota Feliz está no ar, recebi apenas três comentários.

Nem por isso vou parar de escrever, publicar e divulgar o que escrevo. Esse exercício diário de blogar o que me distrai está me fazendo um bem danado. E há leitores. Segundo estatísticas do Blogspot, até este momento foram 435 acessos ao blog. É pouco? É muito? Sei lá: é um número.

Não sei se essas pessoas que acessaram o blog gostam ou não do que escrevo, se me acham arrogante ou chato, se concordam com as minhas ideias, se são amigas ou desconhecidas. Sei apenas que a vida pode nos surpreender. Semana passada, o Giuliano entrou em contato comigo. Tuitou o seguinte: “Contos Diminutos é absurdamente bom. De tempos em tempos o leio”.

“Contos Diminutos” é um pequeno livro que lancei por conta própria em 1999. Nem lembrava mais dele. Giuliano se lembra. Obrigado, Giuliano. 

Um comentário:

  1. Obrigadíssimo eu, de verdade.

    Mas discordo quando você diz: "'Contos Diminutos' é um pequeno livro...".
    Ele é pequeno (apenas e tão somente)na esfera física. Intelectualmente e emocionalmente ele é grandioso e pulsa. Vive não só nas páginas impressas, e quando o percebo ele também grita e geme, com a mesma força dos personagens que nele habitam.

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