segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A primeira presidenta do Brasil

Dilma

Cochicharam sobre uma suposta bolsa Hermès que ela carregava pendurada no antebraço. Não era Hermès. Era outra qualquer. E daí bando de patrulheiros da vida alheia? Fosse francesa, francesa seria. Afronta? Peloamordedeus! TODA MULHER TEM DIREITO A PELO MENOS UMA BOLSA DE GRIFE. Ela também: presidenciável ou não – e apesar do vermelhidão dos figurinos PTeroussauros. Tão fora de moda quanto o paletó cinza-desânimo de APOSENTADO DO INSS do senhor calvo que disputa com ela o cargo mais importante do país. Ela: montada às pressas nos porões do Alvorada. Ele: coitado, deve morrer na praia, sem fôlego para por “o” Barba de molho. Ainda tem “Marina morena, Marina / Você se pintou....”. Mas MARINA por que evangelizar o debate? “Você já é bonita com o que Deus lhe deu...”. Suba as saias, bata cabelo e deixe as bichas juntarem os “armanis”: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe. Gritar pelo meio ambiente é bacana. Mas o discurso da sustentabilidade não combina com “Xô, Satanás!”. Então, xô, candidatos! Nenhum de vocês é coisa nossa. Como diz Rita Lee: “é muita caca pra pouco pinico”. De deixar qualquer um TIRIRICA, o palhaço do “pior não fica”. Ah, fica... Depois de acompanhar a transformação midiática da MADRE SUPERIORA em MULHER FINA e MÃE DOS POBRES, todo truque é possível, não é Herchcovitch? Cada nação terceiromundista tem a Evita que merece. Teremos a nossa, talvez em votação única. “Don’t cry for me, Argentina”. Não votarei nela. Nem no Zé: o José que, num ato de desespero, virou Zé para se aproximar da patuleia. Com Marina, “eu tô de mal”. Com a política, idem. Admiro quem acompanha as eleições com interesse honesto. Mas desculpa aí, tá? Anularei meu voto. Abrirei mão do direito de eleger o presidente do Brasil. Sei que muitos lutaram para que eu pudesse participar dessa tal “FESTA DA DEMOCRACIA”. Festa? Esse nhenhenhém eleitoral é um insulto à nossa alma baiana-festeira. Cadê o bum bum paticumbum dos tamborins? O rebolation das bundas buliçosas? Ok, tem Mulher Pêra no palanque. Tem o velho Plínio para divertir a plateia. E até o primeiro beijo gay da TV aberta brasileira aconteceu no horário eleitoral gratuito. É um pequeno avanço. Viva o Partido Socialismo e Liberdade! E, por falar em liberdade, sou livre para dizer NÃO a quem me sacaneia, para ignorar os discursos vazios e sair à francesa de um processo eleitoral sonolento e previsível. Ou alguém ainda duvida da vitória acachapante da candidata CIBORGUE?

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Dilma, oh, Dilma, já imagino você presidenta, A PRIMEIRA PRESIDENTA DO BRASIL, dando surras de toalha molhada nos seus ministros. Imagem burlesca que persegue minhas noites de sono desde o dia em que você surgiu na TV debaixo de um elegante penteado Kamura. Mesmo emperiquitada, camuflada de madame Suplicy, deu pra notar que é mulher sem vocação para “companheira” passiva. MULHER FINA? Sei... Nem aqui, nem na Conchinchina. É, sim, mulher da pá virada. E ai daqueles que não obedecerem às ordens da MÃEZONA DE TAMANCOS EM PUNHO... Lula que se cuide!

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