terça-feira, 5 de outubro de 2010

É melhor ser infeliz com grana

O valor do dinheiro

Em sua coluna na “Folha”, Luiz Felipe Pondé conta uma história saborosa sobre Napoleão. Reproduzo abaixo:

“Napoleão estava conversando com o czar da Rússia sobre o futuro das relações entre a França revolucionária e a Rússia quando o czar disse: ‘Eu luto pela honra, o senhor luta por dinheiro’. Ao que Napoleão teria respondido: ‘Cada um luta pelo que não tem’”.

Na coluna, Pondé escreve sobre o valor do dinheiro: “A maior parte daqueles que falam mal do dinheiro é porque simplesmente não o tem”. Para o colunista, “o desprezo pelo dinheiro é na realidade falsa virtude. E falsa virtude é uma das qualidades humanas mais democráticas: todo mundo tem. É sempre chique você desprezar o dinheiro e acusar de ganancioso quem não o faz.”

Meio envergonhado, devo concordar com Pondé: sou muito mais feliz quando tenho algum dinheiro para comprar o que desejo.

E lembrei de um anônimo numa reportagem na TV falando sobre a possibilidade de ganhar a Mega-Sena acumulada:

“Dizem que o dinheiro não traz felicidade. Mas eu prefiro chorar em Paris.”

É quase o mesmo que Pondé escreve em sua coluna: “Se a vida não tiver sentido, quero passá-la num hotel cinco estrelas com uma mulher bonita ao lado”. Ou: “É melhor ser infeliz com grana”. Ou: “Claro que você pode deprimir numa BMW, mas ainda assim você estará numa BMW, não? Coitado de você, tão triste numa BMW...”.

Nesse mundo competitivo, onde o “ter” passou a valer mais do que o “ser”, somos acusados a toda hora de valorizar demais o dinheiro...

Lembro agora do carnavalesco Joãozinho Trinta: “Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de luxo.”

Não acho que vale fazer tudo por dinheiro. Não mesmo! É preciso que haja algum limite ético ou moral que contenha nossas ambições materialistas.

Mas tenho certeza absoluta de que o Eike Batista aproveita muito melhor a vida do que eu. Veja bem: enquanto estou aqui escrevendo para matar o tempo, ele pode estar mergulhando nas águas claras do Taiti.

Sei que tem coisas que o dinheiro não compra. Mas, para todas as outras coisas que o dinheiro compra, eu queria ter um cartão de crédito ilimitado. Você não?

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Para ler a coluna de Luiz Felipe Pondé na íntegra, clique aqui 

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