sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Os idiotas do riso solto

Quem ri de tudo...

A plateia do “Programa do Jô” é formada, em sua maioria, por universitários. Não sei se é esse o motivo, mas é a plateia mais estúpida da TV brasileira.

Quando assistir ao “talk show” numa noite de insônia, repare na reação do público a qualquer bobagem que o apresentador fala ou faz. Ok, o Jô é comediante e, às vezes, acerta boas piadas. Mas sua plateia classe média é de um retardo mental absurdo: acha graça em tudo, se manifesta com risadas histriônicas nos momentos mais inapropriados.

É uma plateia que me lembra Os Idiotas do Riso Solto.

Você deve conhecer um ou dois. Eu conheço alguns.

Não falo daqueles que sorriem com espontaneidade, envolvendo a gente de alegria e carinho – esses eu quero pra mim.

Falo daqueles que nos chateiam com suas risadas barulhentas, invasivas e cheias de dentes amarelos.

Nada mais irritante do que ter um idiota desses ao nosso lado naquelas manhãs em que uma nuvem negra insiste em permanecer estacionada sobre nossas cabeças.

Riem à toa. Riem de tudo. Não percebem o quanto são desagradáveis ao querer agradar.

Para mim, quem muito ri, como se a vida fosse um eterno playground, ou é ruim da cabeça, um Pangloss desmiolado, ou esconde por trás do riso fácil uma natureza capaz de explodir o mundo.

“Rir é bom. Mas rir de tudo é desespero”.  Por isso, desconfio de quem nunca está triste.

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