sábado, 16 de outubro de 2010

A próxima vítima

Homem no Festival Vegetariano em Phuket

Aconteceu no Bronx, em Nova York: uma gangue chamada Latin King Goonie torturou durante 20 horas quatro homens com queimaduras de cigarro, sodomia e surras com bastões de beisebol.

Motivo: as quatro vítimas são homossexuais.

Acontece em Phuket, na Tailândia: devotos se mutilam com espadas e perfuram seus rostos com objetos cortantes durante o Festival Vegetariano.

Motivo: busca por purificação.

Por mais que eu tente, juro que não consigo entender nem o ódio nem a fé religiosa. Ambos são “sentimentos primitivos” demais para minha cabeça matemática-capricorniana.

Estamos no século 21. Vivemos na cultura mais conscientizada e bem informada da história. E continuamos a praticar brutalidades da Idade Média. E ainda tem gente que reclama que sou pessimista, que não tenho compaixão pelo próximo, que exagero na minha visão negativa do ser humano.

Ora, como posso acreditar em “evolução”, em “humanidade”, quando me deparo com notícias como essas?

Ódio e fé religiosa são dois lados da mesma moeda e com um componente em comum bem perigoso: a intolerância. Quem alimenta esses sentimentos com fanatismo quer exterminar o outro, “higienizar” o mundo com suas convicções piradas.

É por isso que tenho medo, muito medo, de quem me convida para conhecer Jesus ou me olha com indignação quando sabe da minha orientação sexual.

Nos dois casos, posso ser a próxima vítima. 

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