quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sexo antes do café da manhã

 Sexo com olheiras

Hoje o dia começou bem. Começou com sexo antes do café da manhã. Sexo quentinho, aconchegante, debaixo do cobertor. Sexo meio adormecido, em algum lugar mágico entre o sonho e a realidade.

Sempre achei o sexo matinal mais honesto e legítimo do que o sexo noturno, aquele que a gente exercita quase por “obrigação” depois da balada ou da novela ou do jantar ou de uma sessão de cinema.

O sexo noturno é sexo premeditado. A gente se prepara para ele, faz caras e bocas, sobe no salto, escancara que está a fim.

Sexo de manhã é coisa bem diferente. É sexo do acaso, do desejo súbito de curtir o outro sem se importar com olheiras e cabelos despenteados.

É sexo só possível depois que o casal atinge certo grau de intimidade. Afinal, beijo na boca sem escovar os dentes não é para principiantes.

Na primeira vez que transamos com alguém – e isso acontece geralmente à noite – a manhã seguinte é sempre momento de suspense hitchcockiano. Ou você nunca foi para a cama com uma pessoa e acordou com outra completamente diferente ao seu lado? Às vezes, o susto é tão grande que a única coisa que você quer é sair dali à francesa. Se possível, antes mesmo do café da manhã.

Sexo matinal conta outra história. Mostra que amamos/desejamos o outro do jeito que ele é, sem “perfumarias” nem “retoques” sedutores. É o próximo capítulo. Acordar de manhã, olhar para a pessoa ao lado e perceber que vale a pena estar ali.

Existe sensação melhor do que essa?

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