sábado, 2 de outubro de 2010

Vou soltar um palavrão

O prazer do palavrão

Vou escrever bem alto:
PUTA QUE O PARIU!

Vou repetir bem alto:
PUTA QUE O PARIU!

Pronto. Estou “cientificamente” mais calmo. Ufa!

Sempre uso palavrões para espantar o estresse.
Quando trabalhava em um portal de internet, um colega me ensinou outro truque: ir até a janela e berrar no volume máximo: “AAAAAH...”.
O alívio é imediato. Experimente.

Mas e o palavrão?

Bem, uma universidade inglesa provou cientificamente que proferir palavrões ajuda a aliviar um momento de dor. O experimento comparou o resultado com voluntários que tinham de praguejar usando palavras educadas.

Ora, ninguém pragueja com palavras educadas. O próprio verbo “praguejar” é auto-explicativo: “maldizer, difamar, amaldiçoar, vociferar contra, infestar”.

Para mim, uma das coisas mais prazerosas da vida é soltar um belo palavrão em alto e bom som. Ou num momento de emoção durante uma partida de futebol ou para desopilar o fígado ou simplesmente para xingar o outro.

Ou você nunca experimentou a imensa satisfação de encher a boca e mandar alguém ir TOMAR NO CU?

Até durante uma discussão amorosa o palavrão é bem-vindo. Ajuda a diminuir a tensão do bate-boca. Só não vale ofender. Porque não sei se você sabe, mais do que o palavrão e por mais cabeludo que seja o palavrão, o que ofende mesmo é a mentira, a dissimulação, o desprezo, a tapeação, o desrespeito, a indiferença, a deslealdade, a falta de gentileza.

PORRA, em vez de se escandalizar – OOOH... – com um inofensivo e espontâneo FILHO DA PUTA fora de hora, melhor ficar atento a quem usa palavras bonitas e complicadas para sacaneá-lo, como fazem muitos políticos sem-vergonhas e namorados(as) traíras.

Do meu lado, sempre valorizei mais aqueles que me mandam à MERDA do que aqueles que me adulam com tapinhas nas costas.

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