sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cada um por si e foda-se o próximo! (2)

Cuidado para quem você estende a mão

Era a primeira vez que eu ocupava um cargo de chefia. Trabalhava no ZipNet, portal da pré-história da internet brasileira. Eu comandava a redação, que contava com uns 8 jornalistas. Um deles – baixinho, manco e milongueiro – me enchia o saco para que eu o tirasse da editoria de economia. Com equipe mínima, não havia como fazer isso.

Depois de muitos atrasos, erros grosseiros de português e uma má vontade que beirava a insolência, meu chefe, várias vezes, me aconselhou a demitir o sujeito.

Por inexperiência, achei que podia reverter a situação com um bom papo. Não o demiti. Segurei a onda do cara. Sei lá, “coração mole”? Talvez...

A empresa passou por uma reviravolta. Foi vendida para um grupo português e eu seria transferido para outro setor. Na primeira reunião com o novo big boss do portal, quase enfartei: não é que o filho da puta do manco me detonou na frente de todo mundo?!

Mantive a calma por respeito às outras pessoas. Mas se tem algo que me atinge como um soco no estômago é a INGRATIDÃO.

Ainda no ZipNet, depois que passei a atuar no departamento de vídeos, tive outra decepção. Um amigo, que trabalhava na redação do portal por indicação minha, simplesmente parou de falar comigo depois que eu deixei de ser o seu chefe. Até hoje não sei o que o levou a agir assim. De novo, INGRATIDÃO.

O manco foi enxotado do portal semanas depois. O “amigo da onça” virou pó. Nunca mais o vi. Nem quero. De traíra, procuro manter distância segura.

Me lembrei desses dois episódios vagabundos enquanto escrevia o post anterior (Cada Um Por Si e Foda-se o Próximo!). A vida NÃO é cruel, como canta o Titãs em “Homem Primata”. Cruel é o sujeito homem que se vende barato pra se dar bem.

Não sou flor que se cheire, mas que tem energúmeno beeem pior do que eu por aí, isso tem! Cuidado para quem você estende a mão.

Um comentário:

  1. Passei por isso também, de segurar a onda de um cara num trabalho. E na primeira oportunidade ele me detonar em público. Desagradável, pra dizer o mínimo.

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