sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dois braços e seis dentes quebrados

Educação?

Leia com ATENÇÃO: “Uma professora de uma escola técnica de Porto Alegre teve os dois braços e seis dentes quebrados após ser ESPANCADA por um aluno do curso de enfermagem que ficou revoltado por ter tirado uma nota baixa.”

O aluno pratica jiu-jítsu. Algo a ver?

Tenho pavor desses “esportes” em que os oponentes precisam SANGRAR o adversário para vencer. Mas cada um que se arrebente do jeito que achar melhor, desde que não use suas “técnicas de combate” fora dos ringues, como fez o agressor de Porto Alegre.

Sou do tempo em que os alunos respeitavam os professores. Havia admiração por aquelas pessoas que comandavam a sala de aula para ensinar e transmitir conhecimento. Hoje, episódios de agressão em escolas públicas estão banalizados.

A EDUCAÇÃO, no Brasil, virou terra de ninguém.

Falhas grotescas no Enem. O Brasil na 73a posição no IDH 2010, que aponta a educação de baixa qualidade como o principal problema do país. A presidenta eleita afirmando que a educação no Brasil “vai bem, obrigada!”. Marginais espancando professores.

Em 2006, votei no senador CRISTOVAM BUARQUE para presidente da República porque ele defendia o ensino básico de qualidade como solução para todos os problemas do Brasil a médio e longo prazos. Assim como Buarque, continuo a acreditar que esse é o único caminho possível.

Do jeito que a coisa está, sinto informar: a produção em série de delinquentes seguirá em alta. E, quando falo em delinquentes, não excluo a menina xenófoba que queria “afogar” nordestinos. São todos jovens instruídos para “matar”. E não importa se “apertam o gatilho” por excesso de mimos ou por falta de oportunidades. Há um denominador comum nesse comportamento selvagem: ausência de limites.

Posso estar errado, mas acho a psicologia moderna condescendente demais com crianças e adolescentes. Com o objetivo de protegê-los contra possíveis abusos, arrumam desculpa e explicação para todo horror cometido por esses “monstrinhos”. No final, quem paga a conta são os professores.

Escola virou campo de guerra. E o magistério, que considero profissão das mais nobres, perdeu o prestígio, a autoridade, o carinho. É uma pena. Sem mestres bem remunerados e entusiasmados para educar as pessoas para serem "águias” e não apenas “galinhas”, o que será do Brasil? 

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda", ensinava Paulo Freire.  

Antes que seja tarde, acho que devemos nos perguntar: que país é este que permite que PROFESSORES sejam ameaçados e espancados por alunos descontrolados?

Um comentário:

  1. Concordo com você. Mas acho que não apenas os professores sofrem as consequências. Todos nós estamos expostos às monstruosidades dessas crianças educadas sem limite algum.

    E o povo, que só quer pão e circo, vota em quem tem interesse em manter esse estado de coisas. Lamentável.

    ResponderExcluir