domingo, 28 de novembro de 2010

Fumar é...

Fumante ou assassino?

Li uma notícia que me deixou intrigado: “Doenças cardíacas, respiratórias e câncer de pulmão causados pelo fumo passivo foram responsáveis por 1% das mortes, o equivalente a 600 mil, só no ano de 2004”. (“Folha”, 26 de novembro)

Eu FUMO. Isso significa que, além de VICIADO, FEDORENTO e IMPOTENTE SEXUAL, eu sou um ASSASSINO?

Essas pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde, morreram em decorrência da fumaça nociva “dos outros”. A minha, a sua, a nossa baforada, amigo/amiga fumante.

Logo, fumar deixará de ser questão de saúde pública para virar caso de polícia. E o simples ato de acender um cigarro será considerado crime hediondo. Seremos perseguidos e procurados pelo massacre involuntário dos NÃO fumantes.

Já fomos expulsos dos ambientes fechados. Daí para a criminalização do cigarro é um pulo. Os “ofendidos” nunca perdem a chance de varrer do mundo quem “não presta pra nada”, aqueles que não correspondem às suas expectativas. E os fumantes se encaixam perfeitamente nesse “grupo de risco”.

Autoritários da saúde fizeram o diabo para nos convencer a largar o vício – “Fumar causa aborto espontâneo”; “Ao fumar você inala arsênico e naftalina, também usados contra ratos e baratas”. Não adiantou muito. Agora, nos transformando em “serial killers”, querem que a gente se sinta culpado pela MORTE DE INOCENTES.

Confesso: por mais que eu tente, não consigo me sentir culpado: 1o) porque ninguém é inocente; 2o) porque ninguém é perfeito. Eu, muito menos! Se não paro de fumar por mim, para salvar o meu pulmão do câncer, por que pararia com as minhas prazerosas baforadas por quem eu nem conheço?

Estou sendo egoísta? Sim, estou. A vida nos obriga a fazer escolhas terríveis a todo momento. E é nessa hora que as máscaras costumam cair. O “marketing do bem” não resiste ao primeiro teste de sobrevivência. Entre salvar a própria vida e salvar a do outro, qual você escolheria?

Não faço apologia do cigarro. Sei dos males causados pela nicotina. E não aconselho ninguém a embarcar no vício. Quero apenas que me deixem fumar em paz, que respeitem o meu direito à boçalidade. É pedir muito? 

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