quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Futebol & homossexualidade

Bambis?

Vou mexer num vespeiro: futebol & homossexualidade.

“Esporte de macho”, o futebol não admite “frescura”. É bateu-levou. Caneladas e chutões. Ali, vale a política inventada pelos norte-americanos para “camuflar” soldados gays: “Don’t Ask, Don’t Tell” (Não Pergunte, Não Fale).

Mas duvido que não haja, entre os jogadores profissionais, “bibas” de olho “na mala” dos adversários durante as partidas!

Em meios preconceituosos, manter-se “no armário” às vezes é questão de sobrevivência. “Expor a bunda” pode significar “suicídio” profissional.

Ok, cada um que cuide do seu orifício circular corrugado do jeito que melhor lhe convém.

Eu cuido do meu. E acompanho futebol desde garoto. Durante toda minha juventude, joguei bola na rua, na praia e em quadras. Era um meia até bastante habilidoso.

Cabeças de bagre acham que homossexuais não curtem futebol. Dizem que vôlei ou outro esporte menos “truculento” combinam melhor com as bichas. Bobagem. Assim como nem todo bailarino é gay, nem todo torcedor de futebol é hetero.

Sou são-paulino. E, como eu, deve haver muitos são-paulinos por aí que não se importam nem um pouco com o apelido criado pelo Vampeta para “ofender” torcedores e jogadores do São Paulo: “BAMBIS”.

Vampeta, claro, quis provocar. É daqueles neanderthais que acreditam que “viado” é xingamento, mas se vende barato. Por uns trocados, mostrou o pinto e a bunda na “G Magazine”. E quem pode garantir que não exista um desejo homoerótico reprimido sob a suposta heterossexualidade desses brutamontes que posam de “machos de botequim”?

Seria um avanço e tanto se os são-paulinos – homossexuais ou não – assumissem de vez o epíteto de “BAMBIS”. Claro que isso não vai acontecer tão cedo. A homossexualidade ainda é motivo de chacota e provocação.

Por acaso, somos são-paulinos. Mas podíamos ser corintianos, palmeirenses ou santistas. A orientação sexual de cada um não tem nada a ver com escolhas profissionais, preferências gastronômicas ou o clube de futebol para o qual torcemos.

Assisto aos jogos do São Paulo e vibro com as vitórias do meu time como qualquer torcedor. E para quem acha que pode me isolar da arquibancada, por considerar o futebol "coisa de homem", aqui vai um aviso: tem muito gay que é bem mais macho do que esses barbudos que fingem virilidade coçando o saco.

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