quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Homofobia_sim | Homofobia_não

Não!

No micromundo do Twitter é bateu-levou. As discussões que realmente interessam agora são debatidas ali, com a participação de todos internautas e sem a mediação nem sempre imparcial/honesta da Grande Mídia.

Vozes discordantes se enfrentam em tempo real. O microblog virou “ringue de vale tudo”, onde cada um apresenta as suas “armas” ao “inimigo”: às vezes brandas, às vezes letais.

Grupos pró e contra são formados em questão de minutos. E dá-lhe socos & pontapés para todo canto. Foi o que aconteceu na quarta-feira, 17 de novembro, no embate entre as tags #homofobiasim e #homofobianão.

Mais uma vez, como no caso dos ataques aos nordestinos, o preconceito se revelou sem meias palavras. “Mate um viado queimado”, postou o menino. Sua mensagem e outras com mesmo teor criminoso/discriminatório se espalharam pela rede como vírus. As reações não tardaram.

Pelo menos na internet, ninguém mais se cala diante do ataque raivoso dos imbecis. “A maior visibilidade e a conquista de espaços públicos por parte dos homossexuais provocam a ira dos mais intolerantes, que estavam acostumados a um complô do silêncio”, disse Luiz Mott em entrevista para o Terra Magazine.

Está certo o presidente do Grupo Gay da Bahia. Antes, os homossexuais, para evitar situações de risco, permaneciam calados. Hoje, segundo recente pesquisa realizada pela fundação britânica Stonewall, gays e lésbicas estão assumindo sua orientação sexual cada vez mais cedo. “Fora do armário” [ SEM MEDO DE SER FELIZ! ], rompem com esse “complô do silêncio” citado por Mott.

É um avanço. Algo a se comemorar. Quer bater, ok. Mas saiba que, de agora em diante, revidaremos! Se necessário, com a mesma agressividade punk-pornô do cineasta Bruce LaBruce, que dedica grande parte do seu trabalho “a jogar na cara dos heterossexuais a vida homossexual”. Em texto publicado na revista “Vice” (“Eu Odeio Héteros”), LaBruce provoca: “Tá na hora de usar das mesmas armas e aloprar os héteros”; “Por que as pessoas que reproduzem se acham tão especiais?”

E não adianta mais os senhores de paletó, gravata & bengala tentarem menosprezar a relevância do que acontece no mundo virtual. O que é escrito nas redes sociais e blogs é REAL, expressa opiniões e comportamentos, e reverbera com força para fora da rede.      

Aos intolerantes, atenção: quanto mais os homossexuais apanham, mais fortes ficam para combater o preconceito truculento do Mackenzie, das igrejas e dos playboizinhos da Paulista. Depois não digam que eu não avisei!     

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Para denunciar casos de preconceito, acesse: SaferNet

Um comentário:

  1. já disse que te admiro pra caralho? tá dito.

    bj

    adelaide

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