sábado, 13 de novembro de 2010

Masculino & feminino

Annete Bening e Julianne Moore

Assisti “A Rede Social” e “Minhas Mães e Meu Pai” na mesma noite. Um após o outro, numa noite fria de... primavera. O clima anda meio maluco, mesmo!

“A Rede Social”, de David Fincher, conta como dois nerds de Harvard, a universidade mais tradicional dos EUA, inventaram o Facebook. É um filme, ops!, MASCULINO.

“Minhas Mães e Meu Pai”, de Lisa Cholodenko, narra a história de um casal de lésbicas com dois filhos adolescentes gerados por inseminação artificial do esperma de um mesmo doador. É um filme, ops!, FEMININO.

Em comum, ambos tratam de temas beeem atuais.

As características MASCULINAS de “A Rede Social” aparecem na relação do intragável Mark Zuckerberg, o gênio que desenvolveu a base matemática do software do Facebook, com seu “melhor amigo”, o brasileiro Eduardo Saverin, que deu os US$ 19 mil iniciais para colocar o site no ar. Sem um pingo de caráter ou compaixão, Zuckerberg, assim que o site começa a decolar, sacaneia Saverin e o deleta sumariamente da empreitada.

Os personagens de “A Rede Social” são jovens e ambiciosos, capazes de “vender a mãe” para se “dar bem”. É o universo MASCULINO nu e cru, sem concessões, onde “esmagar a cabeça” do amigo/inimigo faz parte jogo.

“Minhas Mães e Meu Pai” pertence à outra categoria de filme. Neste caso, menos interessante que “A Rede Social”. Trata-se de uma comédia dramática FEMININA sem grandes surpresas. Por meio do banco de esperma, os filhos do casal de lésbicas (Annete Bening e Julianne Moore) encontram o pai, Paul (Mark Ruffalo), que acaba tendo um caso com uma delas. Óbvio que a relação dos dois irá desestabilizar a família feliz. Mas não ao ponto de dissolvê-la, claro. A “mensagem” do filme é clara: só o amor mantém as pessoas unidas, independente da orientação sexual.

Nos Estados Unidos, o filme não agradou nem os conservadores, que reclamaram de uma família comandada por um casal de lésbicas, nem os ativistas gays, que se chatearam com o fato de uma delas ter ido para a cama com um homem.

Bobagem. “Minhas Mães e Meu Pai” é um filme careta, que defende os valores familiares mais tradicionais. Não tem a intenção de provocar, mas mostrar que o casamento gay é um casamento como outro qualquer.

Na mesma noite, experimentei a frieza MASCULINA e a sensibilidade FEMININA. Não há como negar: homens agem pela razão, mulheres pelo coração. Deve ser por isso que nunca se entendem.

3 comentários:

  1. Haha, é verdade!

    Engraçado você postar isso, justamente um dia depois de eu terminar "Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor". Fala sobre o masculino e o feminino o tempo todo, principalmente sobre a estrutura cerebral de cada um e por que agem de determinadas formas. É um livro, digamos, de "autoajuda", mas me fez pensar diferente.

    É ridículo condenarem um filme só porque trata de um casal lésbico. Não tenho o menor preconceito e, também, por isso, acho que "o casamento gay é um casamento como outro qualquer".

    Os autores do livro que citei anteriormente também dizem que uma criança criada por um casal homossexual não será, necessariamente, homossexual, já que a causa é genética. Talvez isso também pese muito na opinião das pessoas, que pensam que toda a criança que tem pais do mesmo sexo será influenciada pelo comportamento deles.

    Gostei dos filmes, vou procurar pra baixar!
    Beijos, bom fim de semana!

    ResponderExcluir
  2. Adoro seu blog. Sempre leio, mas esse é meu primeiro coment. Concordo com suas palavras. E vou um pouco além. Acho que justamente por essas caracteristicas que homens gays tem mais dificuldade em estabelecer relacionamentos do que as mulheres gays. Se isso está na nossa essência, será que podemos evoluir?

    ResponderExcluir
  3. A sempre dualidade masculino/feminino. As mulheres acabam tendo aquele embrião dos contos de fadas implantado nelas desde pequenas. O príncipe, a idealização, o sexo como um meio de procriação, feito com motivos, sempre. Sexualidade reprimida nas meninas. Por outro lado os homens são criados com a sua sexualidade livre. Quando um menino mexe no seu pênis aos 3 anos de idade todos aplaudem. O sexo é mais descomplicado, é divertido, é prazer.
    Vê-se a objetividade extrema masculina (cujo o cérebro é bom para realizar uma tarefa por vez, ao contrário da multiplicidade feminina); além da agressividade típica de boa dose diária de testosterona (que acaba tornando os homens sexualmente dispostos constantemente, diferente das mulheres.) Elas são aquela montanha russa emocional que bem conhecemos. E justamente essas diferenças biológicas e em grande parte sociais torna-os complementares. Para o convívio social, precisamos de visões diferentes. Sejam trans, bi, gay, hétero. Complementares! As diferenças não destroem um relacionamento. Nem as semelhanças o salvam. Mas sim o diálogo, os pontos convergentes, e mais importante o que é construído em conjunto é que determina muitas vezes o quão sólida será a relação. No final dessa sociedade dita moderna, o masculino e o feminino convivem dentro de todos nós. Claro que com tendências para cada um dos lados, afinal fomos criados como pequenos príncipes que sustentam eréteis espadas, ou princesas castas à espera em suas torres.

    ResponderExcluir