quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro under attack

Ônibus incendiado no RIo

“Tropa de Elite 2” deve bater o recorde de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (10,7 milhões de ingressos vendidos) e se transformar no filme nacional mais visto da história.

“Tropa de Elite 2” é ambientado no Rio de Janeiro, o mesmo Rio de Janeiro “under attack”, que experimenta momentos de pânico causados por bandidos de fuzis em punho.

O que acontece no Rio não é guerra civil. É terrorismo. Ninguém sabe onde será o próximo ataque, quem será a próxima vítima. Não há um roteiro definido da violência, nem um Capitão Nascimento a quem os cariocas com certeza recorreriam para controlar a situação na base do “olho por olho, dente por dente”.

“Tropa de Elite 2”, por mais violento que o filme seja, é ficção. Ao sairmos da sala escura, sabemos que o Capitão Matias não morreu de verdade. E que Wagner Moura logo estará numa novela da TV Globo. O cinema de José Padilha faz a gente refletir. Esse é o seu papel. A realidade, sempre mais cruel, faz vítimas.

Tiroteios, carros e ônibus incendiados, inocentes correndo feito “baratas tontas” no meio do fogo cruzado entre policiais e bandidos são apenas a parte mais visível do conflito. Por trás, há questões de causa e efeito que precisam ser resolvidas para o Rio voltar a ser a Cidade Maravilhosa idealizada por bossanovistas.

1) Invadiram o território dos traficantes e os expulsaram de lá. O que fazer com esses caras “desempregados” e armados até os dentes?

2) Gastam-se bilhões no combate ao tráfico sem solucionar o problema. Não seria hora de pensar na legalização das drogas como alternativa possível para “descapitalizar” e, assim, desarmar os “meliantes”?

3) As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) estão concentradas em poucas comunidades da zona sul do Rio. Mas a cidade tem mais de 700 favelas. É viável “pacificar” todas?

Enquanto o governo tenta “explicar” a situação e os bandidos incendiários continuam a aterrorizar a população, os cariocas não têm pra onde correr. Balas perdidas entram pelas janelas como um aviso sombrio: no Rio de Janeiro, neste momento de tensão, ninguém está a salvo de morrer por nada! 

Um comentário:

  1. O atual governo do Rio tem a violência como forma de combater a violência. Querem fazer do Rio uma cidade de primeiro mundo, mas eles não sabem que pra isso é necessário antes de tudo educar o povo e não censurá-los e isolá-los. Essas UPPs nada mais são do que projetos para fazer da favela um lugar mais seguro e mais isolado, para deixar aquela população lá, sem vontade de interagir com outra parte da sociedade. Lá eles tem internet, TV a cabo, escolas, lazer, etc... Estão trabalhando pelo progresso da forma errada...

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