domingo, 19 de dezembro de 2010

Comer, rezar, amar

Autossustentáveis ou não, as mulheres estão sempre em busca do amor. No filme “Comer, Rezar, Amar”, Julia Roberts viaja meio mundo para conhecer Javier Barden. Sai de Nova York, passa por Itália e Índia, e vai parar em Bali, lá no sudeste asiático. 

É uma viagem de re/descoberta espiritual, existencial, amorosa.

O filme, baseado no romance de Elizabeth Gilbert, é fraco, previsível, chatinho. Mas Julia me encanta. É atriz que quase me faz acreditar que posso tocá-la de tão natural e levemente desajeitada.

O espanhol Javier Barden, porém, no papel de um brasileiro (sic) sedutor, não convence. Por que não escalaram o Rodrigo Santoro? Seria menos estapafúrdio.

E esse papo de latino sedutor? Num determinado momento, Julia, após receber um elogio bem cafona do Javier, exclama: “Graças a Deus existem os brasileiros!”. Risível.

Encontrar o amor nem sempre é simples. E muito raramente esse encontro acontece numa ilha paradisíaca da Ásia, depois de uma viagem de aventura, comilança e sorrisos pelo mundo, como mostra “Comer, Rezar, Amar”.

Na maioria das vezes, o amor está aí, bem próximo de você. E surge em situações corriqueiras: num ônibus lotado, durante a aula de química, numa balada barulhenta, numa fria sala de bate-papo, no furdúncio do carnaval ou num “esbarrão” casual e fedendo a suor na 25 de Março em época de Natal.

Sim, a vida cotidiana é muito mais sem graça do que as comédias românticas de Hollywood. A nossa vantagem é que não precisamos ir até Bali para encontrar o amor. Às vezes, basta olhar para o lado.

E, ainda que esse encontro nada tenha de romântico, encantador e espetacular num primeiro momento, O IMPORTANTE É AMAR.

Todo o resto não passa de idealização ingênua de um “conto de fadas” com bem poucas chances de se tornar realidade. 

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Assista ao trailer de Comer, Rezar, Amar

Um comentário:

  1. Estava muito afim de ver esse filme. Tô nessa de comédias românticas. Já imaginava que ia ser açucarado e utópico como tantas outras produções hollywoodianas, mas nos ajuda a acreditar que, dentro do aparelho de DVD, pelo menos, nem tudo está perdido, né.

    "O importante é amar". Ame muito por aí!

    E, ah, obrigada pelo elogio no Twitter, fiquei bem feliz ;)

    Beijos!

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