sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Se político fosse profissão...

Não é, mas podia ser a comemoração pelo autoaumento

A tal da INDIGNAÇÃO voltou a nos assombrar.

Desta vez, foi o aumento salarial dos parlamentares. Conforme-se, meu caro: o Tiririca vai receber R$ 26.723 mensais durante os próximos quatro anos por “serviços prestados” ao Brasil. E você, que tanto estudou pra “ser alguém na vida”, continua aí, suando a camisa pra pagar as suas contas no fim do mês.

Os eleitos (por nós, é sempre bom lembrar) riem à toa. Boa parte deve ascender economicamente. Afinal, vão receber o equivalente a 52 salários mínimos. Numa canetada, foram direto para o topo da pirâmide social.

Alguns dizem que esses caras devem ganhar bem para se evitar falcatruas, caixa 2, mensalões e afins. Ok, é um bom argumento. Pena que professores e policiais, por exemplo, não caibam nesse mesmo raciocínio e continuem “passando fome”. Resultado: professores mal preparados e policiais corruptos.

E que se fodam a educação e a segurança pública!

O Brasil é um país caro: do táxi aos gastos governamentais, passando pelos impostos e preços dos ingressos para shows, tudo é “superfaturado” por aqui, enquanto o rendimento médio do brasileiro não ultrapassa os R$ 1.500.

Vou citar um exemplo que conheço bem. O Japão também é um país caro, mas os salários dos trabalhadores de lá são condizentes com os altos preços das coisas.

Não me importaria com esse aumento salarial dos parlamentares se político fosse profissão. Se o cara tivesse que estudar, se formar, para virar vereador, deputado ou senador. Aí, acho que teríamos gente realmente capaz de exercer cargos públicos com o objetivo de, não apenas melhorar o Brasil, mas construir uma carreira profissional de respeito, como acontece no setor privado.

Complicado é engolir a verdade. Sabemos que muitos parlamentares que frequentam o Congresso Nacional estão lá a passeio, apenas para fazer um “pé de meia” durante o seu mandato e, pior, sem qualquer compromisso com o país.

Ser político, hoje, virou mera oportunidade de ascensão social.

Podem falar o que for de Lula, mas nosso ex-presidente é um dos poucos caras que ainda faz política com ideologia e compromissado com o povo que o elegeu. Não por acaso, ele deixa a presidência da República com 87% de aprovação.

Pena que políticos como Lula, ao que parece, são espécies em extinção.

3 comentários:

  1. Ideologia? Um cara que apoia ardentemente o mafioso Sarney, um dos responsáveis diretos pela fome no Maranhão? E depois Lula vem posar de Fome Zero? Um cara que até agora fica de mimimi pela CPMF que ele achava tão feia no governo FHC? Um cara que beija a mão podre de Jader Barbalho?
    Bem, não podemos concordar em todas, né? Concordo com a maioria das coisas que vc escreve, mas dessa vez vamos concordar em discordar. Considero Lula o fim da picada. E o povo que o aprova é o mesmo povo esquizofrênico que se revolta com o aumento do salário dos políticos, aumento esse apaixonadamente defendido por Lula.

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  2. Johann, sei de tudo isso.
    Mas, ainda assim, acho Lula melhor que os outros.
    abs.

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  3. Acho o Lula melhor que os outros também. Lembre-se que antes do Lula, muita gente não tinha oportunidade de estudo. Só um burguês ou um empresário para ter raiva do Lula.
    Abraços!!!

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