sábado, 22 de janeiro de 2011

A cena gay no Japão

Da série Crônicas Nipônicas

Shinjuku Nichome, região gay de Tokyo

Completamente desnorteados em Tokyo, sem saber para que lado seguir, eu e JK abordamos um japinha na rua. Perguntei se ele sabia onde ficava Shinjuku Nichome. O rapaz, num primeiro momento, não entendeu minha pronúncia. Repeti uma, duas vezes. Enfim, ele quase gritou: “Gay bar!”. “Sim, gay bar”, eu confirmei.

Shinjuku Nichome é como é chamada a região gay de Tokyo.

O japonês sacou seu iPhone 4 do bolso, conectou o Google Maps, localizou onde estávamos e, satisfeito em nos ajudar, apontou o caminho.

Shinjuku Nichome é um amontoado de vielas escuras e desertas, com centenas de bares gays. Não sei se é sempre assim. No verão, talvez seja mais agitado. No inverno, é fantasmagórico. Havia alguma ferveção apenas no Advocates, frequentado principalmente por estrangeiros.

Loja de DVD pornô-gay em Shinjuku Nichome

Eu e JK, depois de pedir informação ao atendente de uma loja de DVD pornô-gay, fomos parar no Dragon Men. Assim como o Advocates, o Dragon Men tem porta para a rua. E aqui vale uma breve explicação.

A maioria dos bares gays no Japão está localizada em prédios de quatro ou cinco andares. São pequenas salas onde cabem poucas pessoas. Em algumas, estrangeiros são proibidos de entrar. Eu e JK “invadimos” um desses bares. O dono foi categórico: “Members only!”. E nos expulsou de lá.

Placa que fica na entrada dos prédios gays de Tokyo e Osaka, com os nomes dos bares

Em Osaka, a terceira maior metrópole japonesa, também fomos conhecer a região gay da cidade, em Doyama-cho. Depois de caminhar muito de um lado para o outro, encontramos o Frenzy, situado no andar térreo de um prédio. O dono do bar é um australiano que, assim que chegamos, contou todo orgulhoso que Lady Gaga e Perez Hilton haviam estado ali em 2009. Para provar, mostrou fotos. Disse que a cantora fechou o bar para uma festa particular com sua equipe.

Para quem for a Osaka e estiver interessado em um “encontro casual”, o Frenzy é o local certo, com japoneses e estrangeiros a fim de papo e de relações inter-raciais. Há também uma boate, chamada Explosion e intitulada “o primeiro nightclub gay de Osaka”. Em Tokyo, indico o Advocates e o Dragon Men.

Esses foram os lugares que eu e JK conhecemos. Os outros bares são “inferninhos” misteriosos. Para desvendá-los, é preciso abrir a porta e dar uma espiada lá dentro, sob o risco de não ser bem recebido. Coisas do Japão.

3 comentários:

  1. Fizemos um levantamento muito legal no blog viajante anônimo mostrando como funciona o Tinder em Tóquio! :D http://viajanteanonimo.com/analise-mulheres-tinder-toquio-japao

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    1. Mas é matéria pra hetero pra gente gay não serve...

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    2. Mas é matéria pra hetero pra gente gay não serve...

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