quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não há como ser civilizado acima dos 30o C

Piscinão de Ramos, no RJ. Foto: Julio Bittencourt

Existe, sim, relação entre o calor e a deselegância. Principalmente em lugares como o Brasil, onde o calor faz aumentar ainda mais os níveis de “grosseria” do povo.

O calor é pornográfico. Desnuda as pessoas. Faz suar. Descabela. Desidrata. Encurta as saias. Expõe gorduras, celulites e culotes. Cheira mal. Desconcentra. Inferniza.

Não há como ser sério e civilizado acima dos 30o C.

Por isso, o Brasil jamais será uma Dinamarca. Estamos fadados ao fracasso da malemolência, da preguiça à beira-mar. Culpa das nossas altas temperaturas. Seremos sempre “solares” e “exóticos”. O país da bundinha de fora.

É rabujice minha? É. Mas é também manifesto de quem se sente oprimido por essa “alegria de verão”, onde quem não desce na boquinha da garrafa é considerado “ranheta”.

Ora, e se eu prefiro a luz esmaecida de um fim de tarde a zero grau? Azar o meu. Quem mandou nascer ao sul do Equador?

Por aqui, devo me conformar: é o calor que molda a nossa personalidade de trio elétrico, o nosso baixo grau de civilidade, a nossa falta de serenidade e gentileza.

Fôssemos um país de neve, acho que seríamos menos selvagens e barulhentos!

Um comentário:

  1. Post muito bem escrito, Marcos! Concordo com cada palavra sobre o Brasil :)

    Calor é bom, mas demais não dá! Nojento, mesmo...

    Bons dias frescos, com ar condicionado, ventilador e piscina pra você!

    Beijos!!!

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