sábado, 22 de janeiro de 2011

No Japão, comer é uma aventura

Da série Crônicas Nipônicas

Réplicas de pratos em vitrines de restaurantes

É bem tranquilo escolher o que comer em um restaurante no Japão. Quase todos  os restaurantes apresentam réplicas dos pratos em vitrines. Não fala japonês? Basta apontar o dedo para o prato que deseja. Aviso: em muitos restaurantes não há talheres, apenas “hashi”, o popular “pauzinho” (sem duplo sentido, por favor).

Às vezes, a réplica engana. Parece uma coisa, mas é outra. Comer, no Japão, é quase sempre uma aventura. Vocé nunca tem certeza do que irá comer. E se é enjoado para sabores “exóticos”, recorra ao McDonalds (o BigMac é idêntico), aos frangos fritos da KFC, aos doces e salgados da Starbucks.

Nos centros comerciais de rua, sempre há barraquinhas de comida

As padarias são excelentes, com pães para todos os paladares. Em situações de emergência, existem os “combines”, lojas de conveniência abertas 24 horas. Em cada esquina, há máquinas que vendem café, água, cerveja, refrigerante, chá verde e sucos. Atenção para as cores: azul, bebida fria; vermelho, bebida quente.

Japonês come pra caramba! Em qualquer lugar: no trem, no meio da rua, nos parques. Se bater aquela fome, não se intimide: compre um “bentô” (marmita), sente-se em algum banco e manda ver.

Japonesa prepara tradicional - e caro - bolo japonês

Mas o que mais impressiona no Japão são os doces. Feitos literalmente para se comer “com os olhos”. Delicados, coloridos, embalados com apuro. Um tipo de acabamento que, na maioria das vezes, falta às coisas do Brasil.

Enganos: embora, no Brasil, a maioria dos pasteleiros seja “japonês”, não tem pastel no Japão. E yakissoba é comida típica chinesa. Se aprecia sashimi, cuidado: em restaurantes onde o sushiman corta o peixe ali na sua frente, os preços são bem salgados.

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