sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hollywood... Oscar... Cisne Negro...

Falar mal de Hollywood é lugar comum. Quem nunca falou? Afinal, Hollywood representa o “Grande Satã”, a prepotência norte-americana de querer dominar o planeta com suas comédias românticas. Não por acaso, as produções ianques ocupam cerca de 85% do mercado mundial de cinema.

Mas, aí, chega fevereiro e, de uma hora pra outra, somos “abduzidos” por Hollywood, levados às pressas para as salas de cinema para assistir aos filmes que concorrem ao Oscar, apontar favoritos, arriscar palpites.

Até os cinéfilos que amam odiar Hollywood se rendem à “maior festa do cinema mundial”. Pipocam. Deixam de lado seu rancor e embarcam na breguice do “tapete vermelho” mais disputado da indústria cinematográfica.

É fato: Hollywood lá, Globo Filmes cá – somos “líbios” comandados pela mão de ferro de quem detém o poder, a grana e os meios [de comunicação].

Sem perceber, acabamos acreditando que os 10 longas que concorrem ao Oscar de Melhor Filme realmente são os melhores longas produzidos no ano. Será? Ou será que apenas nos deixamos enganar pelo “falatório”?

Sim, em meio à quantidade absurda de filmes ruins que Hollywood produz, sempre há boas surpresas, boas atuações e bons roteiros.

Só não sei, por exemplo, se “Cisne Negro” (aparentemente o favorito dos brasileiros) é tão ótimo assim. Excetuando-se a incrível atuação de Natalie Portman, acho a estética do filme um tanto over, kitsch, pesada, exaustiva. Psicologismos (neste caso, a dualidade de Nina: branco/preto, alucinação/realidade), quando interpretados com imagens, podem gerar cenas constrangedoras de filme B de terror. Há várias em "Cisne Negro". 

Enfim, acho que o Oscar vai para o mais "oscarizável" dos filmes concorrentes: "O Discurso do Rei", com Collin Firth arrasando no papel do rei gago.

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