domingo, 6 de fevereiro de 2011

Blue Valentine (ou Namorados para Sempre)

O responsável por transformar “Blue Valentine” em “Namorados Para Sempre” merece cem chibatadas e alguns beliscões. O título em português do filme do diretor Derek Cianfrance é “propaganda enganosa”, não tem nada a ver com a história do casal vivido pelos atores Ryan Gosling e Michelle Williams.

“Blue Valentine” é um drama denso, não uma inocente e ligeira comédia romântica, com diálogos espertos, encontros e desencontros atrapalhados e final feliz. Longe disso. O filme mostra o lento e doloroso processo de desintegração de uma relação amorosa de maneira seca, áspera, traumatizante.

A grande (e cruel) sacada do roteiro é mostrar a história do casal protagonista em dois tempos. Em flashback, acompanhamos o início da relação, quando os dois se apaixonam e, felizes, resolvem compartilhar suas vidas juntos. Ao mesmo tempo, sete anos depois, vemos o desgaste desse amor que prometia tanto.

Assim, “Blue Valentine” enche a gente de desesperança, preguiça, desconfiança. Por que iniciar um novo amor, acreditar que seremos felizes para sempre, se sabemos que lá na frente esse amor acaba e o que sobra são brigas, acusações e rancores?

Claro, existem histórias de amor que sobrevivem ao tempo. O mal-estar causado pelo filme de Cianfrance está em mostrar, sem alívio, o outro lado, as histórias que terminam em “pancadaria” e desprezo mútuo.

Para quem acredita em “amor eterno” ou ainda está em busca de um grande amor, melhor manter distância de “Blue Valentine”. O filme pode entristecê-lo para sempre.

Um comentário:

  1. sim o filme é uma realidade cruel, e outra nao assistam com crianças na sala por favor, as cenas de sexo são mto explicitas -q

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