domingo, 6 de fevereiro de 2011

entre extremos, sou o meio

SOU MEIO ISSO, MEIO AQUILO. Acho que sou meio tudo. Meio de direita, meio de esquerda. Meio infeliz, meio satisfeito. Meio bofe, meio gay. Até meio feminino. Sou o caminho do meio, a meio caminho do fim. 

ENTRE EXTREMOS, SOU O MEIO. Meio puta, meio santa. Meio careta, meio maluco. Meio certo, meio errado. Meio a fim de me salvar do meio de mim que está sempre meio a fim de me abandonar. 

Sou meio porque receio os meios que justificam os fins. Assim, meio de bobeira, tento fazer de mim um MEIO DE EXPRESSÃO. Meio yin, meio yang. Meio com a razão, meio com o coração. Nesse meio tempo que ainda me resta para encontrar um meio de conciliação. 

MEIO, NUNCA INTEIRO. Quem se diz inteiro é meio déspota. Ou déspota por inteiro. Nunca aceita o meio termo. Nem quando lhe falta a razão. 

Sou meio isso, meio aquilo. Acho que sou meio tudo. Afinal, sou humano. E A ESSÊNCIA DO SER HUMANO É SER CONTRADIÇÃO.

3 comentários:

  1. Oi, Marcos! Acredito também que somos sempre meio algo, porque somos um leque de infinitas possibilidades, todas elas intrigantes, negociáveis e reformuláveis. Encerrar-se nesta ou naquela nos limita e nos reduz, apesar da tola e falsa sensação de plenitude que muitos podem sentir.

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  2. "(...) Meio a fim de me salvar do meio de mim que está sempre meio a fim de me abandonar. (...)"

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  3. Obrigado por dividir este texto conosco, Marcos. Um abraço.

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