segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A "feminilidade" de Anderson Silva

Anderson Silva

Anderson Silva é um homenzarrão: 105 quilos, 1,89m de altura. É campeão mundial do UFC, principal torneio de Vale-Tudo.

Não há como negar. Anderson Silva circula em um meio avesso a qualquer tipo de “feminilidade”, onde os homens precisam parecer “brutos” para “assustar” os oponentes.

Anderson Silva destoa do estereótipo.

“Tenho creme para o rosto, para as mãos, isso que as mulheres usam para ficar bonitas e que os homens deveriam ter também”, falou o lutador em reportagem publicada na coluna da Mônica Bergamo (Folha, 27/02).

Numa época, Anderson começou a sumir entre as sessões de treino. Os amigos o seguiram e o encontraram em uma clínica de estética, “com um negócio no rosto”, para tirar as olheiras.

“Meus amigos falam: ‘Cara, isso não é coisa de lutador, é coisa de boiola’.” Anderson rebate: “Como eu sou um lutador moderno, que quebro barreiras, estava lá”.

Trogloditas que andam soltos por aí “surrando” homossexuais e mulheres para provar que são “machos” deviam aprender com Anderson Silva: quem está seguro da sua masculinidade não precisa provar nada a ninguém – muito menos com socos & pontapés.

Dentro do ringue, Anderson Silva é um lutador implacável. Fora dele, acho que é mais valente ainda. Ao assumir o seu lado, digamos, “feminino”, sem se importar com o que os outros pensam, mostra que para ser "homem” não é necessário "coçar o saco" nem partir para a pancadaria. 

Basta se garantir.

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