terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A guerra dos sexos no Big Brother 11

As mulheres do BBB11

Demorou, mas, como sempre acontece, começou a baixaria no “Big Brother Brasil 11”. Se, no ano passado, a questão heterofobia X homofobia animou a plateia, esta edição do programa parece caminhar para uma guerra entre os sexos. Homens de um lado, mulheres do outro e as duas bichas mexericando no meio.

Pena: selecionaram mal as bichas. Ambas são bem desanimadas.

Acabo de ler que Diogo, na madrugada desta terça (8/2), chamou Paulinha de “vaca gorda”. Opa! Esse xingamento 2 em 1 deve apimentar as discussões sobre misoginia, sexismo, machismo. Vaca + gorda são insultos que nenhuma mulher perdoa. Ainda mais em rede nacional. E as mulheres do reality global parecem determinadas a “endurecer” – e foda-se a ternura!

Pergunta: serão os primeiros reflexos do Brasil com Dilma na presidência da República?

Enquanto isso, no outro lado do ringue, os bonitões anabolizados apenas expõem suas inseguranças de “macho ferido”.

Para quem não acompanha o programa, eis a breve história de Maria, Maurício e Wesley:

Maurício e Maria tiveram um romance. Maurício foi eliminado do programa. Wesley entrou na casa e fez de tudo para ficar com Maria. Maria o evitou. Por voto popular, Maurício voltou para o programa e soube das investidas de Wesley sobre Maria. Nada demais aconteceu entre os dois. Mas os “amigos” de Maurício botaram pilha. Disseram que, se fossem ele, não reatariam o romance com Maria. Maurício caiu na conversa dos bocós.

Esse quiproquó “mexicano” escancara de modo bastante didático o atraso mental desses meninões com aparência de gente grande. São imaturos, inseguros e, muitos deles, ainda devem fazer xixi na cama. É a imagem escarrada e cuspida do heterossexual reprodutor, com seu machismo século XIX.

É óbvio que o medo de Maurício é pagar de corno. Esse é, na verdade, o grande medo de todo Homem que se apresenta com H maiúsculo para tentar esconder o seu QI minúsculo.

Depois da vitória vergonhosa da homofobia na edição passada, representada pela figura troglodita do Marcelo Dourado, espero que, desta vez, o Brasil dê o prêmio para uma mulher. Seria o próximo capítulo (depois da Dilma) de um momento histórico em que o poder começa a mudar de mãos: do masculino para o feminino; de séculos de opressão para um Brasil, quem sabe, mais plural e menos infanto-juvenil.  

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