sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mundo livre S/A

Egípcios comemoram renúncia de Mubarak

Hosni Mubarak, o ditador egípcio, renunciou. E toda vez que um déspota é expulso do poder, eu me sinto um pouco mais livre.

Sim, não sou egípcio nem estive na praça Tahrir, no Cairo. Acompanhei tudo de muito longe. Mas, ao ver o Oriente Médio em festa, comemorando a renúncia do tirano, experimentei uma sensação prazerosa de liberdade, de acreditar que ainda é possível mudar os rumos da história.

Ignoro o que acontecerá com o Egito. Se a democracia irá se instalar no país. Tomara que sim. Tomara que as manifestações populares não tenham sido em vão.

Sei que a renúncia de Mubarak não altera nada em nossas vidas. Continuamos na mesma, com nosso feijão e arroz de todo dia. Mas o mundo virou aldeia. Estamos bem mais “próximos” um do outro, acompanhando juntos os desdobramentos da história em tempo real – seja aqui na cidade onde a gente mora ou no outro extremo do planeta.

Essa “aproximação”, de alguma forma, nos une, faz a gente se sentir parte de uma mesma “engrenagem”, de um mesmo espaço-mundo onde todos somos um.

Por isso, acho que a vitória dos manifestantes egípcios deve ser comemorada e sentida como uma vitória de todos aqueles que batalham por mais liberdade e tolerância – além, claro, de melhores condições de vida. Afinal, ninguém mata a fome com ideologia.

Obrigado ao povo egípcio por fazer a gente se sentir um pouco mais livre e feliz hoje. Mesmo que seja só por hoje. Amanhã é outro dia e ainda temos que chutar a bunda de muitos "mubaraks" soltos por aí. 

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