domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quem muito desdenha o poder...

Libertários de araque

Cuidado: quem muito fala em liberdade nem sempre está disposto a respeitar a liberdade alheia. Quer “aprisionar” o mundo, comandá-lo sozinho. É um Muammar Gaddafi travestido de Nelson Mandela.

Conheço alguns e reparei que para esses “libertários de araque” o inferno são sempre os outros. Nunca perdem a chance de censurar, podar, criticar, proibir, condenar qualquer manifestação que não obedeça às suas convicções supostamente anarquistas.

O barato desses falsos dissidentes é mandar: no colega de trabalho, no namorado, na diarista. Sentem-se ofendidos quando são contrariados. Morrem de medo de perder o controle sobre os seres e as coisas que o cercam.

A maioria posa de “agente transformador” e partidário entusiasmado das transformações que ocorrem no planeta. De longe, até enganam. Passam aquela imagem de pessoa com ideias avançadas, aberta para o novo. De perto, quando deveriam provar tolerância, revelam seu caráter autoritário.

Quem muito desdenha o poder deve desejar o poder mais que tudo.

Não adianta maldizer o coronelismo do Sarney, aplaudir os árabes em revolução, fazer de conta que é “Leila Diniz” para parecer à frente do seu tempo. É preciso, em seu universo particular, saber respeitar os gerúndios dos outros. 

Quer ser um libertário? Aprenda primeiro a se libertar dos seus próprios medos & certezas. Aprenda também que cada pessoa – certa ou errada – tem seu jeito de se expressar, se manifestar, se posicionar diante do mundo. E você, meu caro, é apenas mais um.

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