segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

“Vai pra casa e se masturbe!”

Natalie Portman em "Cisne Negro"

Essa ordem partiu de Thomas, o diretor de balé interpretado por Vincent Cassel no filme “Cisne Negro”. A virginal e atormentada Nina (Natalie Portman), mesmo reticente, obedece.

Não, não vou falar sobre o (bom!) filme de Darren Aronofsky.

Me interessa, aqui, a ordem de Thomas para “libertar” Nina de sua pureza opressora. A moça é travada, dança sem tesão e, para se transformar no Cisne Negro, precisa se "soltar". Para Thomas, a masturbação seria um bom começo. E é.

Penso que quem não se masturba não se liberta de suas vergonhas.

Se você analisar bem, é meio ridículo se masturbar. Você ali, sozinho(a), se contorcendo todo, com a língua de fora, olhos vidrados e fantasiando sabe-se lá com o quê. Imagine ser flagrado(a) assim. Constrangedor, não?

Mas se masturbar é momento de autoajuda. É você na maior sacanagem com você mesmo, explorando seus pontos G, imaginando todas as estripulias sexuais que têm vontade de experimentar, sem ninguém para julgá-lo.

Masturbar-se também é ato de resistência às tentações que o cercam: muitas vezes é bem melhor uma “rapidinha” solitária do que se envolver numa relação sexual que pode terminar em desprezo mútuo.

Nina não se libertou, enlouqueceu. Mas a loucura não é uma forma de libertação, assim como assumir a sua sexualidade, seja "ela" qual for? Ao nos masturbar, descobrimos para onde vai o nosso desejo.

Na revista ffwMAG! 23, Stéphane Malysse explica a masturbação. Reproduzo abaixo apenas a pesquisa citada por ele sobre os fatores que influenciam a frequência da masturbação. Os resultados são interessantes

     • O gênero: os homens se masturbam mais que as mulheres (parece verdade)
     • A idade: os jovens se masturbam mais que os idosos (faz sentido)
     • A origem étnica: os afro-americanos se masturbam menos que os outros grupos étnicos (na Bahia tive uma impressão bem diferente)
     • A religião: os católicos se masturbam menos que os outros grupos religiosos (ai, a má-fé católica parece ter entrado em prática)
     • O estatuto marital: as pessoas não casadas se masturbam mais que as casadas (e se fosse o contrário? E se a masturbação fosse justamente uma forma de manter o casamento sem “pular a cerca”?)
     • O nível de educação: quanto mais diplomas a pessoa tem, mais ela se masturba (ainda bem que não publiquei meu currículo com esta matéria)
     • A orientação sexual: os bissexuais se masturbam mais que os homossexuais, que se masturbam mais que os heterossexuais

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