segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

“Você tem que escravizar e ser bem má”

Cena do filme "Domésticas", de Fernando Meirelles

Leia. Mas leia com muita atenção o comentário abaixo. Reproduzo em maiúsculas para que esse absurdo grite no seu ouvido como gritou no meu:

VOCÊ TEM QUE ESCRAVIZAR E SER BEM MÁ. FAÇO ISSO E NÃO ME ARREPENDO. GOSTO DE PEGAR NO SÍTIO PARA MORAR NA SENZALA (QUER DIZER, NA MINHA CASA). ELAS QUE SOFRAM TRABALHANDO DE 14 A 16 HORAS POR DIA.

Esse depoimento foi postado em uma comunidade do Orkut e publicado na “Folha”, domingo, 6 de fevereiro. A comunidade, segundo o jornal, é mantida por patroas que falam de “abusos” de suas empregadas domésticas.

Que “abusos”, cara pálida? De que maneira alguém que é escravizado pode abusar de quem a escraviza? E que papo é esse de dizer que a empregada faz parte da família? Mentira! Isso é desculpa para não registrá-la em carteira e, na cara dura, desrespeitar seus direitos trabalhistas.

Vou falar: sinto um desprezo monstro por madames lipo-encarquilhadas que se sentem superiores porque cagam em privadas folheadas a ouro.

Essas patroas de mentalidade escravagista e opressora representam a escória da humanidade, deviam morrer atropeladas por um Boeing 777 para não sobrar nenhum pedacinho da sua insignificância.

A boa notícia, de acordo com informações da “Folha”, é que está cada vez mais difícil para essas inúteis contratar empregadas domésticas se não pagarem salários mais dignos.

Vai pro tanque, patroa! Quem sabe a senhora aprende a desinfectar a própria calcinha e esse seu modo de pensar retardado.

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