domingo, 20 de março de 2011

Como tratar seu animal de estimação

Territorialista, humanista ou protecionista?

Reproduzo abaixo trecho de reportagem publicada no “The New York Times” sobre a relação das pessoas com seus animais de estimação. É sobre uma pesquisa realizada por um sociólogo da Universidade de Indiana que dividiu os donos de pets em três categorias: “territorialistas”, “humanistas” e “protecionistas”.

Animais de estimação são os mediadores emocionais da família moderna
Por Benedict Carey | Tradução: Eloise De Vylder

No verão de 2007, David Blouin, sociólogo da Universidade de Indiana, realizou entrevistas com 35 donos de cachorros escolhidos para representar uma mistura diversa de pessoas que moram na cidade, no campo e nos subúrbios.

Ele descobriu que, como regra, as pessoas caem em uma das três categorias mais amplas de crenças em relação aos animais de estimação. Membros de um grupo que ele chamou de “territorialistas” veem os animais como um apêndice da família, um ajudante útil abaixo dos humanos, que é amado, mas, em última instância, substituível. Muitas pessoas das áreas rurais estão nesse grupo.

Outro grupo de donos, rotulado por Blouin de “humanistas”, são do tipo que trata seu cachorro como um filho favorito ou principal companheiro, que é mimado, dorme na cama e, no final, é velado como um filho. Isso inclui as pessoas que cozinham refeições especiais para seu animal, levam-no para aulas de ginástica, para a terapia – ou deixam ações para eles em seus testamentos.

O terceiro, chamado de “protecionistas”, esforça-se para ser o defensor do animal. Esses donos têm visões fortes sobre o bem-estar animal, mas suas visões de como um animal deve ser tratado – se ele dorme dentro ou fora de casa, quando ele deve ser sacrificado – variam dependendo do que eles acham que é “melhor” para o animal. Seus membros incluem pessoas que “salvariam” um cão amarrado a uma árvore do lado de fora de uma loja, normalmente entregando-o na casa do dono junto com uma aula sobre como cuidar de um animal.

“Trata-se de ideologias, e os protecionistas são muito críticos em relação aos humanistas, que são muito críticos em relação aos territorialistas, e assim por diante”, disse Blouin. “Você pode ver como isso pode criar problemas se as pessoas de uma mesma família têm crenças diferentes. Cada pequena decisão sobre o animal está carregada de crenças.”

E isso até o final: casais podem não só discordar quanto a sacrificar um animal, mas também terem reações emocionais muito diferentes em relação à perda. Para alguém que vem tratando seu animal como uma criança, a perda pode ser sentida como a de um filho. É uma crise que normalmente dá início a um longo período de luto. Enquanto que para o parceiro que vê o animal de outro jeito, a morte pode trazer alívio.

Nada disso quer dizer que um animal esperto não possa criar uma ponte entre essas religiões tão opostas. Mas os terapeutas familiares dizem que, normalmente, os diplomatas de quatro patas precisam de uma ajuda dos de duas patas para serem bem sucedidos. “Ou as famílias se entendem e lidam com essas diferenças ou desistem do animal – o que acontece com muito mais frequência do que as pessoas imaginam."

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Sou da turma dos "protecionistas". Não acho que os animais estão abaixo dos seres humanos, nem que devemos mimá-los como a um filho. Nesses dois casos, acho que acabamos cometendo atrocidades contra a natureza dos bichos. 

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