terça-feira, 22 de março de 2011

Desculpa aí, mas estou cansado de apanhar

Casey Heynes

Os “bonzinhos de esquerda” que acreditam na “paz entre os homens” devem ter ficado horrorizados com o golpe de “Street Fighter” que o menino australiano Casey Heynes deu em outro menino que o agredia.

Casey era vítima de bullying: “Eles me chamavam de gordo, me davam tapas na nuca, me faziam tropeçar, jogavam bexigas d’água em mim praticamente todos os dias”.

O vídeo que mostra o garoto gordinho se defendendo do colega magricela na escola foi parar no YouTube e virou sensação da internet. Em entrevista para o canal de TV australiano ACA, Casey revelou que já tinha até pensado em suicídio.

Os “bonzinhos de esquerda” defendem a ideia de que devemos ser compreensíveis com quem nos agride. Que devemos “dar a outra face” a quem nos trata com intolerância assassina. Pregam que agir da mesma maneira que o agressor nos rebaixaria ao mesmo nível de barbárie. Ok, sejamos bárbaros com quem deseja nos exterminar da face da Terra.

Desculpa aí, tá? Mas estou cansado de apanhar...

O mundo não é um lugar “encantado”, habitado por seres mágicos, felizes e inocentes. Para sobreviver nele, há momentos em que precisamos agir, fazer guerras, matar e morrer para que continue um lugar minimamente habitável.

Olho por olho, dente por dente? Justiça com as próprias mãos? Não. De maneira nenhuma. Estou bem longe de ser um Datena-Brasil-Urgente. As guerras são feias. A violência é feia. Apenas não caio mais nesse papo de que “somos todos iguais” e que tudo – absolutamente tudo – pode ser resolvido na base da conversa e do tapinha nas costas.

Às vezes – e, infelizmente, muitas vezes – temos que fazer como o menino Casey Heynes: reagir. Não sei você, mas eu me senti “vingado” ao vê-lo derrubar o outro menino.

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Veja o vídeo de Casey Heynes

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