quinta-feira, 31 de março de 2011

A mão que afaga...

Salve-se quem puder!

Tem um comercial da Coca-Cola que termina com a seguinte frase: “Os bons são maioria”.

Você acredita? Eu não.

Eu acredito que os bons são bons só até o primeiro teste de sobrevivência. Aí, a tal bondade vai para o chinelo. Aí, é cada um por si e foda-se o próximo!

Ninguém é 100% confiável. Nem os que têm Jesus no coração nem aqueles que mantêm distância segura de Jesus.

O problema é que o “marketing do bem” está convencendo cada vez mais gente de que o ser humano tem “conserto”.

Basta “pensar positivo”, reciclar garrafas pet, comer brócolis, trocar o carro pela bicicleta, parar de fumar, fazer exercícios físicos, ir à missa de domingo e seguir os conselhos de algum guru da autoajuda para nos tornarmos “pessoas melhores” e alcançarmos o Reino dos Céus. Será?

E quando você leva uma rasteira de quem você menos espera? Você perdoa? Você compreende? Você continua achando que "os bons são maioria"? Lembro dos versos do poeta Augusto dos Anjos: “O beijo, amigo, é a véspera do escarro/ A mão que afaga é a mesma que apedreja”.

Acrescenta o poeta: "O Homem, que, nesta terra miserável/ Mora, entre feras, sente inevitável/ necessidade de também ser fera".

Ou seja: “pimenta no cu dos outros é refresco”. Mas quando o cu que está na reta é o seu, parte-se para o “salve-se quem puder!”, não é?

É... E sabe por quê? Porque o ser humano tem Jesus no coração e a canalhice como condição. Por isso, sempre deixa para vender a própria mãe por último. 

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