terça-feira, 15 de março de 2011

O brócolis nosso de cada dia

Pensamento positivo

Adoro pesquisas que desmentem “verdades” da sociedade da “saúde total”. Acho-as divertidas e sempre fico imaginando a reação das pessoas que fazem o diabo para enganar a morte e viver mais: “Ah, não pode ser... snif, snif...”.

Durante 20 anos, Howard Friedman e Leslie Martin, professores da Universidade da Califórnia, estudaram os dados de 1.500 pessoas que participaram de uma pesquisa iniciada em 1921 por um psicólogo da Universidade Stanford. Trata-se de um estudo que abrange oito décadas.

Eles revisaram os dados sobre personalidade, estilo de vida, estado de saúde e causa de morte dessas pessoas. E separaram as características prevalentes entre os mais longevos.

Os resultados, surpreendentes, derrubam várias hipóteses sobre comportamentos que aumentariam a expectativa de vida. Ter “pensamento positivo” e comer brócolis, por exemplo, não interferem no tempo de vida. Hahahahaha...

Outros resultados da pesquisa que valem citação:

→ MITO: Pessoas despreocupadas são menos estressadas, por isso têm vida longa. VERDADE: Pessoas que se preocupam se cuidam mais e prolongam a vida.
→ MITO: Pessoas tímidas morrem mais cedo. VERDADE: Quem tem poucos, mas relevantes, vínculos sociais vive mais.
→ MITO: Trabalhar demais diminui a expectativa de vida. VERDADE: Manter-se produtivo ajuda a viver mais tempo.
→ MITO: Otimismo garante saúde a longo prazo. VERDADE: Expectativas realistas trazem benefícios à saúde a longo prazo.
→ MITO: Experiências traumáticas fazem a pessoa morrer mais cedo. VERDADE: Superar dificuldades faz a pessoa mais forte e aumenta suas chances de viver mais.

Acho que cada um é responsável por si e deve viver do jeito que achar melhor. Mas estudos como esse pelo menos servem para diminuir um pouco a pressão sobre aqueles que, como eu, vivem na marginalidade: não comem contando calorias nem acreditam nessa baboseira de autoajuda.

Aqui se faz, aqui se paga. Simples assim. 

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