terça-feira, 1 de março de 2011

A praga da homofobia

Homofobia: até quando?

A Receita Federal avançou ao permitir que homossexuais incluam seus companheiros como dependentes na declaração do Imposto de Renda.

Mas aí aparece um deputado federal e tenta barrar a decisão da Receita. O deputado em questão se chama Ronaldo Fonseca (PR-DF), é evangélico e pastor da igreja Assembleia de Deus.

Fui saber mais sobre o cara.

Ronaldo Fonseca tem um blog (ronaldofonseca.blogspot.com). Em seu último post, publicado em 25 de abril de 2010, ele escreve, veja só, sobre o assassinato de Martin Luther King, que, segundo o deputado, “ousou dar asas ao sonho de ver os Estados Unidos da América do Norte livre da praga do racismo”.

Boa, deputado! Mas que tal nos livrarmos também da “praga da homofobia”? Se o seu sonho, como declarado em seu post, é ver “o Brasil cuidar e respeitar seus filhos, simplesmente por serem brasileiros”, por que excluir os homossexuais desse sonho?

Nós também somos “simplesmente brasileiros”, nem mais nem menos que os fieis que frequentam a sua igreja. E, como “filhos do Brasil”, apenas exigimos os nossos direitos civis. É pedir demais?

Ao se opor à decisão da Receita, alegando “ilegalidade”, Ronaldo Fonseca demonstra, sim, “motivação homofóbica”, como declarou o deputado federal Jean Wyllys.

Se a decisão prejudicasse outros setores da sociedade, ok, até entenderia o descontentamento do deputado. Mas é exatamente o contrário: a decisão é positiva, em favor dos homossexuais e sem dano algum para os demais brasileiros.

Por isso, ser contra a decisão da Receita é ser contra os homossexuais. E nem adianta o deputado negar: é homofobia. 

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