segunda-feira, 28 de março de 2011

Todos somos ridículos

Me gusta ser ridículo

Eu acho graça de anedotas sobre gays. Não me sinto nem um pouco ofendido. O que me ofende mesmo é o ódio dos homofóbicos.

Todos somos ridículos, independente da orientação sexual, do gênero, da cor da pele, do grau de escolaridade, da conta bancária.

Ser ridículo faz parte do comportamento humano. E saber rir dessa nossa característica “trapalhona” é essencial para a “paz mundial”.

As piadas bem boladas reproduzem com precisão o que há de mais risível em cada indivíduo ou grupo – sempre com algum exagero, claro, para causar o chiste.

Os maus humorados não acham graça porque se enxergam nas piadas e se sentem “desnudados”, “invadidos”, “desmascarados”. Bobagem. O que há de mais ridículo nas pessoas é exatamente o que mais as pessoas expõem em público.

Não temos controle algum sobre a comicidade das nossas atitudes e ideias. Pior: é aquilo que normalmente levamos a sério demais que faz os outros zombarem da gente.

O vegetariano intransigente, a fashionista nazista, o religioso intolerante, o ambientalista xiita, a feminista bigoduda são alguns exemplos do quanto podemos ser perigosamente sérios e, ao mesmo tempo, inocentemente ridículos.

Seja gentil com você: ria de si mesmo.

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