quinta-feira, 7 de abril de 2011

3... 2... 1... Foda-se!

Foda-se!

Há momentos na vida em que, para desopilar o fígado e marcar posição, a gente precisa mandar um foda-se, tá ligado? Faz bem para a saúde e não tem contra-indicação.

Nessas horas, nada de papo. É pá-pum. É virar as costas e se mandar. Adeus, otário! Nada de explicações, desculpas, salamaleques. É foda-se. Ponto final.

Tipo jogar tudo para o alto. Virar a página. Esvaziar o intestino. Meter o pé na porta. Seguir adiante sem olhar para trás. Desprender-se para sempre do peso morto de gente e situações que só atrasam a sua vida.

Diga alto e em bom som: Foda-se!

Se existe momento perfeito, esse momento é o pós-foda-se. É reconfortante a sensação de liberdade e alívio quando a gente esbraveja aquilo que está entalado na garganta. É como se livrar, de um minuto para o outro, de circunstâncias que nos deixavam anestesiados, “zumbificados”, sem ação.

No dia a dia, procuramos ser gentis, educados, tolerantes com os imbecis que nos cercam. Por acomodação, vamos empurrando as coisas com a barriga. Por que fazer hoje o que podemos fazer amanhã, certo? Melhor postergar, adiar, deixar pra lá. Enquanto isso, enquanto a gente “come mosca”, o tempo vai se esgotando.

Outra coisa: é bobagem ficar remoendo o que aconteceu ontem. 

Tomou um pé na bunda? Ok, foda-se. Vida que segue. Foi demitido? Ok, foda-se. Vida que segue. Perdeu seu celular? Ok, foda-se. Vida que segue. Nada mais inútil que dar uma de comentarista de futebol e ficar discutindo se foi pênalti ou não. De que adianta? O mundo não vai girar ao contrário...

Um foda-se honesto, bem articulado e na frequência certa, compensa mais que duas horas de suadeira na bicicleta ergométrica. É mais relaxante que uma barra de chocolate. É como se desfazer, de uma só vez, de todo lixo acumulado ao longo dos anos.    

Pensa bem: quantos babacas aí do lado não merecem um foda-se seu, hein?       

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