segunda-feira, 11 de abril de 2011

Alguém viu meu sono por aí?

Insônia. Foto: Alison Brady

Vou dormir entre 2h e 3h. Acordo entre 7h e 8h. Não queria acordar. Não preciso acordar. Mas acordo. Estou dormindo menos. E dormir menos significa mais tempo livre para não fazer nada. Na verdade, adoro não fazer nada. Mas odeio “ser obrigado” a não fazer nada. Quero ter o direito de escolher hora e local para minha vadiagem.

Não sei se é efeito do antidepressivo. Deve ser. Meu problema não é insônia. Ou é? Já nem sei mais... Eu durmo. Mas estou dormindo pouco. E isso me mantém mais tempo acordado, pensando na vida. E, cá entre nós, quem pensa muito na vida não vive, passa a vida debruçado na janela, de queixo caído, “remoendo pequenos problemas/ querendo sempre aquilo que não tem.

Prefiro dormir. E dormir muito! Sou extremamente feliz quando apago de repente, no meio do filme. E preguiçoso quando acordo. Preguiça de acordar e perceber que tudo está onde devia estar. Socorro! Preciso mudar os móveis de lugar com urgência. Será? Será que vai adiantar? Será que algo muda quando a gente muda os móveis de lugar?

A pasta e a escova de dentes estão aqui, no mesmo recipiente de sempre. Meu café tem sempre o mesmo sabor. E o dia surge do mesmo jeito que vai surgir amanhã. É, meu amigo, a vida é uma sonolenta e vagarosa roda gigante. Gira e gira e gira e gira e gira e não sai do lugar. É por isso que eu preciso dormir. Dormir para não enjoar. Dormir para não pirar. Dormir para me recuperar.

É a hora do sono que mantém a gente minimamente civilizado. É a hora do sono, quando cerramos os olhos e permanecemos desplugados, que faz a gente suportar "o fardo horrível do Tempo". Quanto menos dormimos, mais consciência temos da chatice do dia após dia após dia após dia após dia...

Quero dormir! Preciso dormir! Alguém viu meu sono por aí?

3 comentários:

  1. O seu, o meu e o de uns tantos outros devem se reunir em algum lugar bem longe da gente.
    Será que somos tão insuportáveis que nem o sono nos atura rs...?

    E só por curiosidade (e um tanto de retardo mental, confesso) eu sigo o "sono" (@sono) no twitter e ele tem os olhinhos puxados; mas claro que não me segue de volta. Nem no twitter o "sono" quer saber de mim.

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  2. Olá!! É a minha primeira vez no seu blog, e acho que vou virar freguesa! rs
    Sempre fui bem estressadinha mas era feliz a minha maneira... Mas os outros a minha volta (familia e marido) começaram a se sentir incomodados com minhas atitudes um tanto explosivas e por isso procurei um psiquiatra.
    Sempre sofri de ansiedade, mas sempre a driblei me divertindo e praticamente atividades fisicas.
    Canalisava minha ansiedade como um dispositivo para eu ter energia para fazer mil coisas e tb manter a libido em alta.
    Hoje estou tomando meu primeiro Exodus... Contra a minha vontade e sentindo que talvez seja mais fácil ser um idiota feliz do que tentar viver sendo quem realmente sou. Deve ser muito mas fácil aguentar um zumbi vivendo ao seu lado do que alguém com atitude e personalidade.

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  3. Oi, Anônimo...
    seja bem-vinda ao mundo do Idiota Feliz.
    olha, o Exodus, no início, tem efeitos colaterais bem complicados. Se vc vai tomar "contra a sua vontade", prepare-se para uma "viagem com bastante turbulência"! Fica bem.

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