sábado, 2 de abril de 2011

Angela Bismarchi, a mulher-inchada

Angela Bismarchi e seus peitos tortos na Sapucaí

Angela Bismarchi podia figurar entre as musas bizarras do cineasta norte-americano John Waters, ao lado das tresloucadas atrizes Edith Massey e Divine.

Angela Bismarchi é a nossa freak número 1. “É freak de raiz”, como escreveu o @johannheyss lá no Twitter.

Angela Bismarchi, como o(a) leitor(a) deve saber, é a mulher das 1.001 cirurgias plásticas. É mulher-ciborgue, mulher-escultura, mulher que manipula o próprio corpo como quem desafia Deus.

Não. Angela Bismarchi não é Orlan, a francesa que faz uso das intervenções cirúrgicas como plataforma do seu manifesto artístico. Orlan quer criticar a sociedade que baseia sua identidade na beleza física. Angela quer apenas “causar”.

A ideia cristã do “corpo sagrado” já foi pra cucuia faz tempo. Cortar & costurar o corpo para “melhorá-lo” virou procedimento comum entre anônimos e celebridades. Mas Angela vai além, muito além...

Angela Bismarchi mexe e remexe em sua estrutura física de acordo com as circunstâncias, com a sua necessidade incontrolável de se manter na mídia. Enquanto as outras mulheres vão ao salão de beleza para "reformar" o visual, Angela vai ao centro cirúrgico.

Para desfilar no Carnaval 2011, por exemplo, a loira anunciou que retirou os mamilos e parte dos grandes lábios vaginais, além de “lacrar” o órgão genital num procedimento conhecido como joint. Ao “esconder” suas partes íntimas, a intenção da modelo era percorrer a Marquês de Sapucaí totalmente nua, sem precisar usar o tapa sexo.

Notícia inventada, claro. Mas, como se trata de Angela, podia ser verdade, não?

De qualquer forma, antes de mandar a doida para a fogueira, pense: o corpo é dela e ela faz o que bem entender com ele. Pior é quem fica xingando e amaldiçoando os outros por não ter coragem de assumir o “seu lado devassa”.

Angela Bismarchi é mulher-inchada. Para se sentir feliz e realizada, necessita dos seus hematomas pós-cirúrgicos. Que assim seja... 
 

3 comentários:

  1. Acho que fazer uma ou outra cirurgia plástica, para arrumar um possível "defeito" que não orna com alguma parte do corpo é aceitável. Mas sair por aí cortando e costurando tudo o que pode já é demais. Mais do que dismorfismo corporal, a Bismarchi, realmente, só quer aparecer. Acho-a ridícula. Mas se ela gosta, o que podemos fazer?

    Beijos, adorei o post! =DDD

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  2. Mas o que tem de errado em querer aparecer? Eu acho digno.

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  3. Marcos,
    ainda hj estava comentando que não fiz nada o fim de semana inteiro, além de dormir. Tomo remédios para o pânico, mas também temo esta constante sensação de estar fora de mim...vendo tudo como por uma tela. acho que está na hora de rediscutir meu tratamento.
    Obrigada,
    Maia

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