segunda-feira, 11 de abril de 2011

BRADLEY MANNING, O SOLDADO DO WIKILEAKS

Bradley Manning

Todos defendem Julian Assange, o “diabo loiro” do Wikileaks. Mas poucos parecem interessados na prisão de Bradley Manning, o soldado de 23 anos que repassou milhares de documentos secretos para Assange, como o vídeo que mostra civis iraquianos sendo fuzilados por um helicóptero americano.

Bradley Manning está detido desde julho de 2010 em uma base militar de Quantico, na Virgínia. Segundo e-mail da organização Avaaz, o soldado vive em isolamento absoluto, não tem direito de se exercitar em sua cela, não tem direito à posse de coisa alguma. É proibido de conversar com os guardas. E, a cada cinco minutos, é obrigado a responder se está bem e em boa forma.

Por divulgar os tais documentos, Bradley Manning foi acusado de “conluio com o inimigo” e preso sem julgamento ou condenação formais. Está detido em condições dignas da mais cruel das ditaduras.

Enquanto isso, o “boa gente” Barack Obama se mantém alheio à situação do soldado. Mesmo depois de declarar o seguinte:

"Geralmente a melhor fonte de informação sobre desperdício, fraude e abuso nos governos vem de um funcionário do governo comprometido com a integridade pública e disposto a fazer uma denúncia. Esses atos de coragem e patriotismo que, às vezes, salvam vidas e, geralmente, economizam verbas públicas, deverão ser incentivados e não amordaçados.”

Obama, ao que parece, é a maior mentira que os Estados Unidos já produziram. Disse que fecharia Guantánamo. Não fechou. E passeia pelo mundo falando em liberdade. No Brasil, foi recebido como se fosse “o cara”. Não é. Até que prove o contrário, entrará para a história apenas como “o primeiro presidente negro dos Estados Unidos”. É muito pouco para quem prometeu tanto.

Para assinar a petição que pede o fim da tortura a Bradley Manning, clique aqui 

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