domingo, 17 de abril de 2011

Quem vai pagar as minhas contas?

A chave do sucesso: pena que não é pra qualquer um

Gurus da autoajuda, mamães corujas, o Paulo Coelho e a Miss Universo falam pra gente “sonhar grande”, “mudar o mundo”, “fazer a diferença”, blá-blá-blá... Pergunta necessária: enquanto eu “sonho grande” e tento “mudar o mundo” e “fazer a diferença”, quem vai pagar as minhas contas no fim do mês?

Acredite: esse papo de “pensamento positivo” não sobrevive ao primeiro aluguel atrasado.

Eu sei. É reconfortante pensar que podemos “fazer a revolução” ou conquistar nosso primeiro milhão de dólares apenas por acreditar que isso é possível. Sim, é possível. Mas não para qualquer mané como eu, você e 90% da humanidade. Se assim fosse, haveria mais BMW e menos Fiat Uno no mundo.

Ok, você acredita em Papai Noel e que “tamanho não é documento” e acha que eu “penso pequeno” por me preocupar com a próxima fatura do cartão de crédito. Pode ser. Se “pensar pequeno” é encarar a vida como ela é, sem me iludir com meu possível, mas improvável, sucesso, e reconhecer a insignificância do ser humano, esse sou eu!

Para cada Steve Jobs ou Che Guevara ou Thomas Edison, há um milhão (ou mais) de criaturas sem nenhuma importância vagando pelo planeta. Criaturas que vão desaparecer sem ter contribuído em nada para o avanço da espécie. Ou você acha que basta plantar uma árvore para morrer em paz?

Desculpa a franqueza, mas se você refletir um pouco vai perceber que estamos sempre mais próximos do fracasso que do sucesso. Conforme-se!

3 comentários:

  1. Uau! Que tapa na cara, hein!
    Mas você tá certo, ninguém vai pagar nossas contas, além de nós mesmos...

    Gostei muito do post todo, acho que a frase "Para cada Steve Jobs ou Che Guevara ou Thomas Edison, há um milhão (ou mais) de criaturas sem nenhuma importância vagando pelo planeta" resume bem ;)

    Mas você é muito bom no que faz, vai ser uma pessoa de sucesso, tenho certeza ;)

    Beijos, fique bem :)

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  2. Já posso me jogar da janela do quinto andar?

    É, assim é a vida real. E ser comunzinho tem também suas delícias, ou não?

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  3. Giuliano...
    não tenho nada contra ser "comunzinho". Eu sou.
    só acho q nem todos nascemos para o "estrelato". Abs.

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