quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sorry, periferia!

Alguém ainda duvida?

Na terça-feira (12/02), o programa “A Liga”, da Band, abordou o tema Violência na Juventude e mostrou um grupo de garotas moradoras de um distrito da zona noroeste de São Paulo. O grupo era formado por umas nove meninas entre 17 e 22 anos. Todas estavam indo para um baile funk.

Foi assustador observar os trejeitos, a empáfia, os depoimentos das garotas. Não só pela “macheza” ao relatar as inúmeras brigas em que se envolviam, mas, principalmente, pela deselegância natural daquelas meninas.

Deselegância barulhenta, do tipo que a gente presencia no ônibus, no metrô, na rua, quando somos “atacados” pela selvageria dessa gente que gargalha com violência, berra mal-criações, caga no espaço público e acha que, por ser pobre, pode ocupar o metro quadrado do outro sem pedir licença.

Sorry, periferia! Não é bem assim. Nenhum pobre tem o direito de ser grosseiro apenas porque é pobre. Assim como nenhuma Odete tem o direito de pisar na cabeça do outro só porque tem grana. Eis o impasse: ambos os lados fazem parte de um mesmo Brasil onde conviver é campo de batalha.

Ao ver as garotas mostradas em “A Liga”, confesso: me senti constrangido por ser brasileiro, por pertencer ao mesmo país das barraqueiras molambentas sem qualquer noção de cidadania, de respeito ao próximo, de gentileza.

Sei que alguém aí vai me acusar de preconceituoso, elitista, babaca. Ok, neste caso, sou mesmo. Não acho que o Brasil vá muito longe enquanto o seu povo continuar mastigando de boca aberta, jogando lixo nas ruas e gritando ao celular.

E nem vem com esse papo de “alegria dos brasileiros”. Ser alegre não tem nada a ver com ser mal educado e deselegante. 

Um comentário:

  1. Meu caro, classe média sofre, sofre muito!



    http://classemediasofre.tumblr.com/

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