terça-feira, 12 de abril de 2011

Kokuhaku: vingança

Eu queria ser a professora má do filme “Kokuhaku”.

O longa foi escolhido pelo Japão para representar o país na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011. Não foi selecionado. Mas, ao contrário da bagaceira “Lula, o Filho do Brasil”, também fora da competição, o filme do diretor Tetsuya Nakashima é bom.

Em linguagem pop, mas com tema perturbador, “Kokuhaku” conta a história de Yuko Moriguchi, professora que tem a filha, uma menina de uns cinco anos, assassinada por dois garotos. Os garotos são alunos de Yuko. E a professora planeja uma terrível vingança contra os dois.

Assista ao filme e saiba que terrível vingança é essa.

Gente “de bem” não acredita na vingança. Diz que “não há maior vingança do que o esquecimento”. Eu, embora não seja do tipo “bonzinho”, também penso assim. Por mais que eu queira me vingar dos canalhas que me fodem, não consigo. Minha vilania é de desenho animado. Não machuca ninguém.

Sério! Se percebo que fiz mal a alguém, que alguém se deu mal por culpa minha, tenho violentas crises de consciência. Bate um remorso complicado de administrar.

Ah, mas que eu queria ser a Yuko, eu queria... Ser frio o bastante para planejar uma vingança que fizesse os desgraçados aprenderem a não mexer com quem está quieto. Às vezes, sonho com isso. 

Olha, tem muita gente por aí que merece levar porrada, viu! Pena que a minha raiva não vá além de uma "banana", de alguns palavrões. Depois, passa. Na verdade, sinto uma preguiça tremenda de fazer mal a quem quer que seja. Prefiro seguir adiante, deixar pra lá, cuidar da minha vida.

Pra mim, passou, morreu. Não sou de ficar remoendo bagatelas.

Um comentário:

  1. "Prefiro seguir adiante, deixar pra lá, cuidar da minha vida." Penso o mesmo. Além do que, não há vingança maior para quem te faz mal do que te ver bem. Não passar recibo é um must!

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