sábado, 7 de maio de 2011

Afeto

Afeto

Agora que o Brasil deu um passo à frente e aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, que tal a gente batalhar pela aprovação geral e irrestrita por mais afeto?

Basta a gente entender o significado de afeto: “sentimento de carinho por algo ou alguém”. Basta a gente se lembrar de algo ou alguém por quem a gente sente afeto. Basta isso e a gente vai perceber claramente que toda forma de preconceito “é ilegal, é imoral ou engorda”.

Sempre imagino um mundo onde querer bem ao próximo seria suficiente para uma convivência menos selvagem entre nós. Não sou ingênuo. Não acredito na “paz entre os homens”. Sei que sempre haverá conflitos a serem mediados. Mas, se a gente se deixar contagiar pelo afeto, acho que podemos reduzir os danos desses conflitos.

O afeto nos enternece.

Ao pensar nas pessoas por quem sinto afeição, sossego meus instintos bélicos, a minha vontade doida de sair por aí metralhando quem aparece pela frente. Sou assim: às vezes, deixo-me levar pela afetação, pelo sentimentalismo mais barato – esse que as “garotas enxaqueca” definem como cafona.

Sim, desejo “abraços grátis”, envio flores e ainda acredito no amor como grande agente transformador. E se é babaca olhar para o mundo e perceber que o mundo necessita de mais e mais afeto para se tornar um lugar melhor, serei babaca até o fim.

Ministros do STF fizeram uso de palavras bonitas para legitimar a união homoafetiva. Acabaram fazendo história. 

Seria legal se aqueles que se posicionaram contra aproveitassem a “derrota” para rever os seus pré-conceitos e, quem sabe, nunca mais soltar o seu “bolsonarossauro” de estimação da coleira. Para isso, repito: basta se lembrar de algo ou alguém por quem sente afeto e deixar o afeto te contagiar.

Se você não for um monstro, aposto que vai ficar mansinho, mansinho...

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