quarta-feira, 25 de maio de 2011

A cambada evangélica e o "kit anti-homofobia”

A cambada evangélica

Nas eleições de 2010, a bancada evangélica aumentou sua participação no Congresso Nacional em quase 50%.

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostrou que a bancada tem hoje 63 deputados e 3 senadores; e é essa cambada que agora manda no país.

Estou exagerando?

Então explica aí por que a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o “kit anti-homofobia”? Por que, de uma hora pra hora, Dilma “entendeu que seria prudente não editar esse material”, como declarou Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, depois de se reunir com a cambada?

Foi, como tudo indica, “apenas” mais um episódio do trivial “toma-lá-dá-cá” político. O governo some com o “kit anti-homofobia” e a cambada desiste de pressionar Antonio Palocci a se explicar sobre o seu meteórico enriquecimento.

Salva-se o ministro e foda-se a comunidade LGBTT.

O diácono da Assembleia de Deus, Erivelton Santana (PSC-BA), eleito deputado federal pela primeira vez com 69.765 votos, já tinha ameaçado. A prioridade do seu mandato, assim como de outros membros da cambada, é se opor “aos projetos que não se identificam com os princípios bíblicos”.

Viu? Nem adianta mais bater na tecla do “Estado laico”. Enquanto houver evangélicos e pré-históricos no poder, o Brasil vai continuar na Idade Média, nesse terceiro-mundismo suarento e pegajoso, tendo que pagar – na marra! – vultosos “dízimos” para a cambada e com enorme prejuízo social para o país.

E aí, está disposto a aceitar “Jesus no coração”?

Um comentário:

  1. Não basta aceitar "Jesus no coração" tem de aceitá-lo nas urnas e enfiá-lo goela abaixo de todos. É lamentável esta (e todas as outras) realidade da política partidária brasileira.

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