sexta-feira, 13 de maio de 2011

A origem do "bolsonarossauro"

Retrato estilizado do "bolsonarossauro"

Existe uma espécie perigosa vivendo entre nós. Os cientistas afirmam que era para essa espécie pré-histórica ter desaparecido da face da Terra faz tempo. Mas, assim como as baratas, o “bolsonarossauro” parece capaz de resistir a tudo: de chineladas a bombas atômicas.

No último dia 6 de maio, o Brasil, sob o comando do “general” Ayres Brito, conseguiu exterminar sem dificuldade alguns milhões de “bolsonarossauros” numa batalha histórica. E, quando a gente imaginava que a espécie poderia entrar em processo de extinção, eis que ela ressurge ainda mais agressiva.

Segundo o noticiário, o “bolsonarossauro” foi visto pela última vez invadindo escolas do Rio, tentando contaminar crianças entre 6 e 8 anos com sua letal burrice homofóbica. Vale lembrar que, enquanto o Brasil não aprovar a entrada da nossa tropa de elite no combate, a PLC-122, a espécie vai continuar solta e se reproduzindo ao deus-dará.

O “bolsonarossauro”, de acordo com alguns estudos científicos, alimenta-se de intolerância, ódio e capim; o acasalamento da espécie acontece principalmente em templos evangélicos e igrejas; e o período de gestação para o nascimento de uma nova ninhada de “bolsonarossaurozinhos” não demora mais que um Pai Nosso, uma Ave Maria ou uma Sexta-Feira do Descarrego.

Bichas e lésbicas são as principais “presas” da espécie que, às vezes, também ataca os negros. Mas, diferentemente de outros animais, a selvageria do “bolsonarossauro” não tem nada a ver com a tal “lei da selva”, onde, para sobreviver, é preciso matar. O “bolsonarossauro” ataca apenas porque faz parte da sua natureza bizarra atacar.

Paleontólogos respeitados no meio acadêmico arriscam algumas teorias sobre a origem da espécie. Uma delas, a mais aceita pelos especialistas, revela que o “bolsonarossauro” é fruto do cruzamento da mula com o homem de Neandertal. Desse insólito encontro, surgiu esse ser híbrido que não evolui porque vive há milhões de anos em conflito existencial: não sabe se veio ao mundo para pensar ou para relinchar.

Enquanto não se define, o “bolsonarossauro” vai dando seus coices por aí, em nome de Jesus e da Tradicional Família Brasileira. Cabe a nós, seres um pouco mais evoluídos, acionar a Vigilância Sanitária para o controle dessa praga nociva ao bom desenvolvimento da democracia. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário