sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cada um tem o seu Palocci de estimação

Antonio Palocci

AMIGOS, vocês sabem, a Dilma tem lá o Palocci dela. E vai chegar a hora em que a presidenta terá que decidir o que fazer com o seu ministro-chefe da Casa Civil: dar cabo nele ou morrer abraçada a ele.

A verdade é que a presidenta não é a única pessoa no mundo a ter um Palocci a lhe tirar o sono. Cada um de nós tem (ou teve) o seu. E cada um de nós sabe o quanto é penoso conviver com um Palocci de estimação e ter que resolver entre protegê-lo até a morte ou entregar os pontos, dando-lhe as costas?

Para Dilma, Palocci não é um ministro qualquer. Se fosse, já teria sido “extirpado” faz tempo. O nosso Palocci de estimação também não é um qualquer. É alguém por quem temos enorme afeição, mas que sempre apronta algo que acaba nos comprometendo.

Vou dar um exemplo: imagine que você está em uma balada e o seu melhor amigo, um incorrigível brigão, inicia uma pancadaria com dois sujeitos. Você entra na porrada para ajudar o seu amigo ou deixa ele apanhar sozinho? Outro exemplo: imagine que seu filho, por pura maldade, ataca outro garoto no meio da rua com um tubo de lâmpada fluorescente e vai parar na delegacia. Você passa a mão na cabeça dele ou deixa ele pagar pelo que fez?

Algumas mães – raríssimas, é verdade – resolvem a questão da maneira mais límpida e honesta possível. Foi o caso de uma mãe do Rio de Janeiro. Ela entregou o filho à polícia, depois de convencer o rapaz, metido em assaltos, de que “ele fazia a família sofrer”.

Ao tomar tal decisão, essa mãe mostrou que existe, sim, um jeito certo de agir, por mais doloroso que seja. Espero que a nossa presidenta entenda logo isso.

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