sexta-feira, 1 de julho de 2011

Com vocês, o público em geral

Hugo e Eduardo, de "Insensato Coração": no motel não pode!

Comunicado do SBT divulgado na quinta-feira, 30 de junho: “O SBT realizou uma pesquisa para avaliar o desempenho de ‘Amor e Revolução’. A pesquisa apontou a insatisfação do público em geral em relação às cenas de violência demasiada e ao beijo gay explícito”.

Não assisto essa novela. O autor, Tiago Santiago, é muito ruim. E a produção do SBT é pra lá de precária – nível “Maria do Bairro”, mas sem o plus dos divertidos e absurdos penteados e dublagens dos folhetins mexicanos apresentados pela emissora.

Pelo noticiário, soube que “Amor e Revolução” mostrou o beijo entre duas mulheres (as atrizes Luciana Vendramini e Giselle Tigre). Foi o primeiro beijo gay numa telenovela brasileira. Pausa: aplausos para o SBT pela ousadia. Fim da pausa.

O burburinho causado pela cena animou o autor, que prometeu apresentar um beijo entre dois pintos... Ops, dois homens. Mas, de acordo com o comunicado aí em cima, o “público em geral” não ficou satisfeito com o “beijo gay explícito”. Por isso, segundo o SBT, não vai mais ter beijo nenhum entre barbados.

Enquanto isso, diziam por aí que, em “Insensato Coração”, o romance entre Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) ia pegar fogo. A primeira transa dos personagens aconteceria num motel. Mas a TV Globo, por considerar o lugar sugestivo demais, vetou o motel. E se vetou até o motel, por medo da reação do “público em geral”, não espere por mais nada, viu!

É verdade, a mais triste verdade. Quem manda no SBT, na Globo, no Brasil é esse tal “público em geral”. É a sua mãe, o seu vizinho, a professora do seu filho, o seu porteiro, a sua tia solteirona, o motorista de táxi, a crente de minissaia, o padre, o entregador de pizza, a sua empregada doméstica, o seu patrão, a sua manicure, o cobrador de ônibus, o motoboy, a Myriam Rios, o dono do boteco da esquina...

E você, bicha, não manda em porra nenhuma!

Pior. Esse “público em geral” pode estar aí, ao seu lado, fingindo que compreende e aceita o seu “homossexualismo”, mas, na hora de responder à pesquisa do SBT, desce o cacete em você e no beijo entre Luciana e Giselle. 

Cuidado: por não ter rosto nem nome, o “público em geral” é ainda mais perigoso que o Jair Bolsonaro, o Silas Malafaia e toda a cambada evangélica do Congresso reunida.

3 comentários:

  1. Tenho assistido ao romance gay da novela Insensato Coração.
    Tô achando muito sem sal.Os personagens não convencem.
    Aquele que está se descobrindo gay(sisquici o nome) parece uma donzela do século 19.
    Quanto ao beijo gay acho também que não sai.
    Que engraçado isso.
    Eu vi na tv a cabo um beijo gay quentíssimo na série Will e Grace.MAs aí é tv a cabo né?
    Willian Bonner foi muito criticado quando disse que o público brasileiro era o HOmer Simpson na média;
    Os jornais são feitos para a compreensão de uma criança de 10 anos.
    Então realmente não sai beijo gay.
    Mas é questão de tempo.
    Até acho bom que o primeiro beijo gay masculino seja com uma dupla mais animada,porque aquela alí tá bocejante.zzzzzzzzzzzzzzzz

    ResponderExcluir
  2. Chega de gays na tv..
    Diga nao aos direitos gays.
    Viva Bolsonaro.
    Nao sejamos hipócritas, a maiorianao gosta de gays, tolera.

    ResponderExcluir
  3. Ao Anônimo aí em cima: ninguém está pedindo para você gostar. Tolerar com civilidade já está bom. E, da próxima vez, seja homem: assine o comentário com o nome completo.

    ResponderExcluir